
Foi com estas palavras que o homem da Honda me fez chegar às mãos a conta da revisão da minha CN. Comprada à apenas dois ou três meses num Stand oficial da Honda em Almeirim, com garantia e com o preço nivelado por alto, esperava mais, ou melhor, esperava pagar menos!
Na verdade, já há algum tempo me sentia um pouco enganado pelo homem de Almeirim. Já nem em senhores de meia idade, de cidades pequenas, uma pessoa se pode fiar. Passados 2000 km, o pessoal da Motorway (desisti da Santomar, demasiado longe, demasiado desatentos) confirmou os meus receios. Nem uma revisão o tipo tinha feito à scooter! Os travões estavam completamente nas lonas, a transmissão precisou de tudo e mais alguma coisa, impressionante. O que eu pensava ser feitio da CN, travagem extremamente dura, sobretudo na frente, afinal era as pastilhas a roçar com o disco e isso pelos vistos já estava assim quando a comprei!
Sem ter trocado nenhum componente fundamenental, como por exemplo o escape (que bem precisa) a brincadeira ficou por mais de 300 Euros! Bem lhe podiam chamar dolorosa, a mim deixou-me a fazer contas à vida.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Então cá vai a dolorosa
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Bessa
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terça-feira, dezembro 16, 2008
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
LML Star @ Original Vespa

Ele há dias assim. Dizem.
Andava a adiar uma visita à afamada Original Vespa, para evitar cair em tentações, quando me vi obrigado a lá ir em trabalho. O dia tinha começado sem grandes novidades, o ensaio da carrinha "para chefes de família que não abdicam de carros com patanisca" tinha sido cancelado e o tempo escorria de forma pachorrenta, enquanto eu aguardava que outro trabalho me fosse assignado.
Já estava à espera de ter que fotografar mais uma fornada de livros ou cosméticos no estúdio, quando tomei conhecimento de que a Motociclismo iria fazer um trabalho sobre "essas Vespas Indianas"... A apatia transformou-se rapidamente em entusiasmo, quando me foi atribuída a tarefa de fotografar o dito artigo.
Pouco depois de almoço estávamos em Caneças, na demanda da mítica loja de peças para scooters clássicas. O ambiente é muito particular, há uma certa atmosfera que dificilmente outro estabelecimento consegue ter. Não sei se será da decoração, das muitas scooters cobertas que rodeiam a casa/estabelecimento, se será a forma descontraída com que os clientes são atendidos, muitos deles conhecidos ou mesmo amigos de longa data, a verdade é que a Original Vespa não trai as expectativas de quem já se habituou a escutar palavras de admiração e respeito por este espaço.
Depois, estão as LML. Alinhadas, apertadas a um canto fazem lembrar um punhado de coloridos rebuçados. E são quase tão irresistíveis como um doce seria para uma criança. Vistas de perto, deixamos de ter dúvidas sobre a qualidade, pelo menos aparente, do produto. Estas indianas convencem, a chapa, a pintura, tudo é robusto e aparentemente durável. E claro, são lindas!
Levámos uma LML Star Deluxe laranja para o jardim e ali fizemos as fotos, que poderão ver na próxima Motociclismo. A scooter deixou-me muito bem impressionado, tanto que nem pedi ajuda para muda-la de posição para as fotos, sempre era mais uma oportunidade de eu mexer no bicho...
Se não sabem o que é uma LML, devem ter chegado a esta parte do texto um bocado desorientados. Eu explico: uma LML Star é um clone da Vespa PX, o clássico Italiano criado no final dos anos setenta e descontinuado o ano passado. Ao contrario das scooters de imitação barata chinesas, as LML são feitas na India mediante prévio acordo com a Piaggio, por pessoal e maquinaria que já fabricou as PX para o mercado Indiano. A LML é um dos maiores produtores indianos de motociclos, podem ver uma visita guiada às instalações aqui, cortesia do importador das LML para o UK, Eddy Bullet. Nos EUA as scooters são vendidas como Stella, com bastante sucesso. Na Oceania, chamam-lhe Belladona.
Mais importante que tudo isto, é que actualmente, a LML/Stella/Belladona é a única scooter tradicional de carroçaria em metal e mudanças manuais ainda em produção. E agora eu sei onde elas andam. O Natal está à porta... Vocês estão a ver como isto vai acabar...
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quinta-feira, dezembro 11, 2008
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
O longo e frio inverno de 2008
A falta de posts frescos neste blog está directamente relacionada com a falta de quilómetros realizados de scooter nos tempos mais recentes. Se mal não recordo, a última vez que meti gasolina na CN foi dia 13 de Novembro, há quase um mês. Entre deslocações para fora de Lisboa em trabalho e boleias, tenho usado a scooter em média uma vez por semana.
O frio, a chuva, a revisão da CN que se aproximava a largos passos (será amanhã), e alguma preguiça, tudo se conjugava para deixar a scooter em casa. Ontem, fui acordado para a realidade por dois factores de peso. Primeiro fiquei preso em engarrafamentos várias vezes no mesmo dia, e rapidamente percebi que já não tenho paciência para isso. Depois fui por gasolina no carro e gastei de uma vez quase o orçamento do mês da CN... Reality Check! Passar a vida stressado, enlatado e entalado, contribuir para a riqueza das grandes petrolíferas e os Xeques das Arábias não é para mim!
Além de tudo isto, sinto falta daquela sensação de liberdade que só as duas rodas podem dar.
Ando a planear algumas mudanças na minha vida, a mais importante é a saída de Lisboa para os arredores. Sobre a scooter também recaem algumas hipotéticas alterações, ainda não decidi, mas como sempre, vocês serão os primeiros a saber.
Os segundos, vá.
Eu digo qualquer coisa...
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Bessa
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quarta-feira, dezembro 10, 2008
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domingo, 16 de novembro de 2008
ScooterPT Camping na Motor Clássico

Na página 11 da edição nº 21 da Revista Motor Clássico, podem encontrar imagens do Camping ScooterPT. Para quem não sabe, e hão de ser poucos, o ScooterPT é o principal fórum nacional de scooters, o refugio pluralista de todos os apreciadores de pequenos motociclos carroçados com motor acoplado ao eixo traseiro.
A Motor Clássico teve por bem publicar agora as minhas fotos do memorável evento, (outras que não estas) bem como me foi pedido que fizesse as respectivas legendas, já que eles não só não tinham lá estado, como provavelmente nunca se apanharam em tais propósitos.
Aliás, esse era o meu caso até chegar o fim de semana de 27-28 de Setembro: nunca tinha estado num “rally”, nem num acampamento de scooters. Acho que nunca tinha estado sequer parado num semáforo ao lado de mais do que uma outra scooter... E aquele que era já o 2º Scooter Camping do ScooterPT contou com a presença de todas as lendas vivas do scooterismo nacional. Trago gratas recordações daquela viagem ao Outeiro do Louriçal, não muito longe da Figueira da Foz. O scooterismo português está vivo e recomenda-se.
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domingo, novembro 16, 2008
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Algumas novidades
A Scoopy já não está comigo, mas ficou em boas mãos. Não são propriamente notícias frescas, tenho andado ocupado e preguiçoso, já vendi a scooter há quase duas semanas! Sim, sim, já tenho saudades dela, mas não me arrependo. Ainda assim, ando um bocado arreliado com as dificuldades de navegação da CN em trânsito denso, embora, como já aqui disse, ela tenha outras vantagens. Também me preocupa o provável custo da próxima revisão, que se aproxima a passos largos…
Surgiu entretanto a hipótese do meu chaço figurar numa conhecida (e polémica) revista da nossa praça. Nem estou muito contente com a ideia (agora vou ter mesmo que lhe dar uma esfrega!) e ainda não é nada seguro, pelo que darei mais informações quando as houver.
Entretanto, a chuva e o vento estão de volta. Não é razão para deixar a scooter em casa (não se dissolve em agua!) mas este tempo exige alguns cuidados redobrados. Como dizia o outro, keep the ruber side down.
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sexta-feira, outubro 24, 2008
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domingo, 5 de outubro de 2008
Vivendo com a "Spooky"

O nome acabou por pegar, como eu temia.
Agora é comum ouvir perguntas como "Vais na Spooky?". "Puseste a Spooky na garagem?" Naturalmente a Marta é responsável por esta alcunha, resultado de uma mistura entre o medo que a distância entre eixos da CN 250 lhe causou da primeira vez que tentou conduzi-la e o nome tradicional da agora "outra" scooter cá de casa, a SH 125 Scoopy.
Entretanto já lá vão cerca de 1.500 km refastelado em cima da CN. Digo cerca de 1500 porque o velocímetro e conta quilómetros deixaram de funcionar há cerca de uma semana, durante a viagem para o 2º Camping ScooterPT. É estranho e algo desagradável andar sempre com um enorme zero no mostrador da scooter, mas ainda não tive tempo nem coragem para tratar do assunto.
E que tenho eu a dizer sobre esses tais 1500 km de CN 250? Nada de jeito com certeza, mas aqui vai uma tentativa:
Cidade: Pois já lá vão 4 semanas de uso regular citadino. Ao trajecto tradicional diário de 30 km Casa-Trabalho-Casa há que somar ainda uns passeios aqui e ali, tratar de compras e outros pequenos assuntos e até uma reportagem sobre estacionamentos para a motociclismo com a redactora à pendura!*
A primeira coisa que salta à vista é que a scooter é grande. Muito grande. Ou melhor, muito comprida. Se a pusermos ao lado de uma corpulenta Burgman 650, até parece pequena, mas em comprimento, é imbatível. Infelizmente, isso não são propriamente boas noticias para quem anda no meio do trânsito dessa grande aldeia que é Lisboa. Já perdi a conta às vezes que fiquei entalado entre filas de carros, sem conseguir chegar ao semáforo. Vezes houve até, em que foram os autocarros da Carris que fizeram um esforço para se chegarem ao lado e me deixarem passar. Quem diria!
E isso leva-nos ao outro lado da questão. Sim, ela é enorme (para scooter) mas também é muito visível. Não só pelo tamanho, mas pelo desenho pouco usual, as pessoas reparam na CN e têm-lhe normalmente muito mais respeito do que por uma scooter convencional, como a Scoopy. Tenho sentido isso, uma maior presença na estrada e menos manobras desrespeitosas por parte dos enlatados. Tudo isso se traduz numa sensação de segurança acrescida.
E por incrível que pareça, apesar do tamanho não ser o mais indicado, nem a posição de condução, a verdade é que conduzir a "Spooky" em cidade chega a ser um desafio divertido, mesmo uma forma de arte quando as coisas correm bem. Há que antecipar decisões, estar ainda mais atento, mas o factor "fun" não está ausente. Quanto ao maior gasto de tempo no trânsito, a verdade é que posso sempre compensar com o uso da maior potencia disponível quando a estrada fica desimpedida. O meu tempo médio casa-trabalho na verdade baixou 5 minutos. Os consumos estimados em cidade andam na casa dos 3,5 litros aos 100 km.
Estrada: a deslocação ao Outeiro do Louriçal (Zona de Leiria) para o 2ª Camping ScooterPT foi a oportunidade para a primeira viagem a sério com a CN. Já a tinha trazido de Almeirim, já tinha ido a Setúbal, mas viagem mesmo viagem, foi esta.
Carregada com a tenda, sacos cama e demais apetrechos para um fim de semana de 3 dias de campismo para duas pessoas, a "Spooky" lá arrancou de Lisboa com destino ao Louriçal na manhã de Sexta feira, dia 26 de Setembro. Como de costume, inúmeros imprevistos atrasaram a partida e pela hora do almoço ainda só estávamos na Malveira a encher a barriga. Por esta altura já era claro que o conta-quilómetros e o velocímetro tinham ido à vida. Como o resto da instrumentação funcionava (temperatura e nível de combustível) parecia claro que o problema estava relacionado com o cabo, vulgo bicha, que comunica as rotações da roda ao mostrador.
Seguindo sempre pela N8, para norte, fui sentido grandes diferenças para as viagens com a Scoopy. A principal era mesmo conseguir manter velocidades de cruzeiro a par com a generalidade do trânsito, mesmo que haja sempre aceleras que passam por nós à velocidade da luz... Depois há uma posição de condução muito mais baixa, com um centro de gravidade quase a arrastar no chão, que torna as curvas mais apetecíveis. No entanto, só ganhei confiança a curvar a cem por cento na viagem de regresso, pela mesma estrada, depois de já ter algumas centenas de quilómetros de experiência em estradas nacionais retorcidas. E garanto que foi muito, mas mesmo muito divertido.
A protecção aerodinâmica é muito mais eficaz, mesmo que eu não seja grande adepto de pára-brisas. Também se sofreu menos com o vento lateral, fruto mais uma vez do desenho da scooter e do seu centro de gravidade muito baixo. Não faço ideia das velocidades que atingi, enquanto o velocímetro funcionava não tinha passado dos 110 km/h. De qualquer forma, a potência pareceu-me sempre suficiente e durante a viagem cheguei a ultrapassar vários veículos ligeiros e pesados, mesmo carregados como íamos. Os consumos estimados andam na casa dos 4,0 litros aos 100 km.
Em suma, a CN tem os seus prós e os seus contras, como todas as scooters, mas para mim mantém sobretudo aquela áurea de veículo especial (espacial!!?). Pode ser por vezes demasiado grande, demasiado feia, demasiado comprida... Mas é sempre um grande gozo andar com ela!
*Ver edição deste mês da revista Motociclismo
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domingo, outubro 05, 2008
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Arriba España!

Quem me conhece bem sabe que no fundo, sou um traidor. Não em relações pessoais, mas da mãe pátria. Conheço demasiado bem os meus conterrâneos para acreditar que o meu nível de vida alguma vez irá melhorar com a ajuda dos políticos que temos. Se não fosse a União Europeia, onde é que já estaríamos...
Mas o título não se refere aos 16% de IVA, nem dos outros impostos muitos mais reduzidos que vigoram na vizinha Espanha, nem ao preço dos automóveis e motos, nem ao facto de terem adoptado a directiva comunitária das 125... Neste caso, estou só a referir-me a esta publicidade que encontrei por acaso na revista espanhola Automovil.
Reparem como a congénere espanhola da ANSR se dá ao "trabalho" de publicar numa revista de automóveis uma página de campanha de alerta para os perigos e particularidades... das motos! Sabendo que a maioria dos accidentes com veiculos de duas rodas são causados por automobilistas, esta acção faz todo o sentido. E não é caso único, tenho visto várias campanhas de segurança rodoviária, com a tematica das duas rodas, nos mais variados meios de comunicação espanhois. Há no país vizinho uma preocupação clara e um esforço do estado, com que resultados ainda não sei, mas há.
E nós por cá? Temos isto.
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domingo, outubro 05, 2008
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terça-feira, 23 de setembro de 2008
Pisando o risco

Ia matando um tipo numa R1, na sexta. A sério. Estava numa rotunda na Parede, de carro, e quase bati numa super-desportiva que entrou a mais de cem, como se a rotunda não existisse. Quando o vi, já ele estava em cima de mim. Ouvi uma buzinadela e uns insultos e fiquei a sentir-me muito culpado. Dali a instantes ia largar o monovolume e voltar a pegar na Scoopy, e não gostaria nada que o mesmo acontecesse comigo.
Mais tarde pensei um bocado, e mais calmo, percebi que não tinha tido nenhuma atitude perigosa, nem de enlatado distraído. A culpa não era minha, o excesso de velocidade do tipo tornava realmente impossível que eu o visse naquelas circunstâncias. No entanto, ele lá foi à sua vida, para contar aos amigos mais uma história de como um enlatado cegueta quase o levava ao tapete, não fossem os seus bons reflexos... Há que pensar bem o que se faz na estrada, as coisas por vezes não são o cliché que parecem ser.
Ontem vi outra coisa caricata. Estava a chegar a um cruzamento com semáforo fechado, e parei atrás de um policia de mota, um PSP da divisão de Trânsito. Ele estava a falar com o condutor de um furgão parado do seu lado esquerdo. Falava num tom de voz firme, mas cordial. Não consegui perceber bem o teor da conversa, mas parecia que estava a repreender o motorista por alguma asneira que o tinha visto fazer. No furgão branco, o condutor reagia mal a estas palavras. Protestava, gesticulava agressivamente, enquanto um colega dentro do carro que olhava para isto com ar impávido. O homem foi ficando cada vez mais agressivo, até que o policia tentou por fim à conversa. Dentro do furgão, o homem continuou a gritar e gesticular e quando finalmente arrancamos, foi atrás do policia, acelerando o furgão ameaçadoramente para cima da mota da PSP, gritando insultos pela janela e gesticulando violentamente.
Eu pensei que o agente o fosse mandar parar e a cena acabasse com um ou outro pontapé na gengiva, mas em vez disso limitou-se a ignora-lo e seguir o seu caminho.
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terça-feira, setembro 23, 2008
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Vectrix test-ride

Se acharam que não dei grande importância às outras scooters eléctricas (e bicicletas) que havia em Belém, provavelmente têm alguma razão. A verdade é que a minha atenção se centrou na Vectrix, assim que percebi que havia umas por lá.
Na tenda da marca havia mesmo um modelo pintado com as cores da PSP, segundo parece a Vectrix está em avaliação para ser adquirida em grandes números por essa força policial.
Mas eu estava era interessado em por as minhas mãos numa destas maravilhas eléctricas, e foi isso que fiz. Depois de ter lido não sei quantos ensaios, testes e comparativos, era quase estranho estar com o guiador de uma Vectrix nas mãos. Já muito se tem dito sobre o centro de gravidade realmente baixo de estas scooters, e eu só posso confirmar. O peso quase não se sente, e, talvez também por causa de uma acertada ergonomia, estar em cima da Vectrix é realmente confortável.
Em andamento, a Vectrix surpreende desde logo por uma razão muito simples: potência! Muita potência disponivel, logo desde o arranque. Aliás, fiquei com a impressão que havia ali algum truque para evitar derrapagens da roda de trás nos arranques, tal é o poder que o motor electrico disponibiliza. Para quem não está habituado, o feeling é muito diferente do de um motor de combustão. Sim, é silencioso, só se ouve um zumbido que até tem a sua piada. Mas é sobretudo muito linear, aquilo não para de empurrar, sempre mais... A zona de testes era limitada para perceber as potencialidades reais do motor, mas chegou bem para perceber que nos arranques do semáforo seria necessário um carro desportivo ou uma mota "mota" para bater a Vectrix.
A travagem é potente, já tinha lido sobre isso, mas felizmente não confirmei que chega a ser perigosa de tanto poder disponível. A travagem regenerativa, rodando o punho ao contrário é bastante intuitiva e funciona mesmo. O comportamento é muito bom, a scooter sente-se sempre estável e em poucos minutos sentimo-nos bem à vontade com a Vectrix. Mais uma vez, faltava tempo e espaço para poder testar as suas reais capacidades.
Onde a Vectrix desilude um pouco é na qualidade de construção. Os materiais utilizados e o rigor da montagem não estão ainda ao nível das rivais convencionais japonesas. É pena, porque pelo preço que se pede por ela, uma pessoa ficaria bem mais satisfeita se a sua qualidade fosse pelo menos igual ao de uma Burgman, por exemplo. Não é o caso.
Em tudo o resto no entanto, a scooter não desilude. Não é um brinquedo ecológico, é uma maxi-scooter que não precisa de pedir desculpa a ninguém por não ter um motor de combustão interna. Faz o que fazem as outras e até faz mais. Anda bem, (anda muito!) tem um equipamento muito bom, é muito confortável e gasta uns cêntimos por cada 100km. Baixem um bocado o preço e aumentem um pouco a autonomia e embrulhem-me uma, se faz favor.
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terça-feira, setembro 23, 2008
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Scooters e mais coisas eléctricas em Belém

Confesso que não percebi exactamente o que se passava. Tinha sido informado no Sábado de que havia um test drive de scooter eléctricas (obrigado Rita!) na zona de Belém. Quando lá fui no Domingo, encontrei uma zona da Praça do Império delimitada por fitas e uma tenda da EDP que servia de base de operações.
Em frente à tenda estava uma tomada de corrente pública, que penso se tornará permanente naquele espaço. Era então possivel experimentar vários tipos de bicicletas eléctricas, scooters e trotinetes. Em frente ao planetário havia também uma espécie de feira de veículos ecológicos, ou pseudo-ecológicos (os amigos da VW parecem pensar que um carro a gasóleo é “ECO”) com várias marcas representadas, alojadas em pequenas tendas, entre elas a Toyota, a supra citada VW e a Vectrix!
A Marta fez questão de, no pouco tempo de que disponhamos, experimentar várias bicicletas eléctricas. Infelizmente, não ficamos com muito boa impressão delas. Em modelos diferentes a corrente saltava, sem razão aparente. As mudanças custavam a entrar, a travagem era deficiente...
Fiquei com a ideia que se espera que estes produtos sejam bem sucedidos só pelo facto de serem não-poluentes, sem grandes preocupações com a qualidade, durabilidade e o lado prático do modelo em si. Estou talvez a ser muito duro, mas desta forma só se consegue atrair o pessoal que já tem consciência ecológica e esses não precisam de ser convencidos. Infelizmente, são uma minoria. A maior parte das pessoas ainda não vê estes veículos como alternativas credíveis para o seu dia-a-dia. Tal como a maior parte dos visitantes que observei naquele espaço, que pareciam só achar “piada” aos “briquedos”.
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terça-feira, setembro 23, 2008
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sábado, 20 de setembro de 2008
News Flash!
Noticias fresquinhas! Os meus espiões reportam que se está a realizar um test drive de scooters eléctricas de várias marcas nas imediações do museu da marinha, em Belém (Lisboa). Para participar necessitam apenas de ir munidos do titulo de condução válido. Há também ciclomotores e quadriciclos (eléctricos, naturalmente!), por isso mesmo sem carta acho que se pode experimentar alguma coisa.
De momento as informações são escassas, reportarei quando tiver mais novidades...
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sábado, setembro 20, 2008
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Vídeo de Scoopy
Encontrei nas profundezas do YouTube um vídeo "novo". É um spot publicitário da Honda para a SH 125i. É assim um bocado fantasioso e etéreo, mas dá jeito, porque não tenho tido tempo para escrever. Ora apreciem lá isto:
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quarta-feira, setembro 10, 2008
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domingo, 7 de setembro de 2008
Com os pés para a frente em Almeirim

Sábado era o dia. A Marta ia levar-me de carro até à Ribamoto, em Almerim, onde ia buscar a minha nova aquisição, uma Honda CN 250. A Scooter, de 1997, mas desenhada no longínquo ano de 1985, já estava paga e pronta para a entrega. Esta era a terceira viagem que fazia a Almeirim por causa desta scooter, mas valia bem a pena.
A CN250 é também conhecida no resto do mundo como Spazio (Itália), Fusion (Japão) ou Helix, nos Estados Unidos, onde aliás ainda se vendia o ano passado, duas décadas depois do lançamento. O seu desenho ultra baixo, as dimensões generosas, a posição de condução, inauguraram uma nova categoria de veículo, a Maxi-Scooter. Não sendo a primeira scooter avantajada, (vejam a Heinkel Tourist, por exemplo) a verdade é que a CN250 é a mãe do moderno conceito de Maxi-Scooter, sendo sucedida por inúmeros modelos da Honda e da concorrência, onde se destacam actualmente a Yamaha Majesty, a Suzuki Burgman e a Honda Silver Wing.
Este modelos entretanto, cresceram em cilindrada e peso, uma Silver Wing 400 pesa 240 kg, e eles sentem-se, como já tive oportunidade de experimentar. Um CN250 pesa pouco mais de 160 kg em ordem de marcha, e é bem mais fácil de manobrar. Na distância entre eixos, a CN250 ainda é recordista, sendo que os seus mais de um metro e sessenta a separar as duas rodas não foram ainda ultrapassados por nenhuma scooter.
Este modelo é portando uma boa opção para viagens longas, tendo também uma estética muito característica, com um nariz de pato, um perfil muito (mesmo muito!) baixo e a traseira gorda, quase a fazer lembrar uma... vespa?
Aproveitámos a estadia em Almeirim para um excelente almoço e uma visita a um amigo em Santarém. Uma série de peripécias que só sucedem a quem se faz à estrada impediram o regresso antes do pôr do Sol, manifestamente contra a minha vontade. Tudo que eu NÃO queria era regressar pela estrada nacional (a N10) já na escuridão, aos comandos de uma scooter desconhecida (ou quase), mas acabou por ser assim, felizmente sem qualquer incidente a registar.
Hoje fiz umas alterações à scooter, removi por razões estéticas o baú e recoloquei o encosto do passageiro. Dei-lhe também uma lavagem e limpeza geral . A scooter está a precisar de umas coisinhas, que espero ir resolvendo com o tempo. Mas ficam aqui as primeiras impressões a reter:
- A scooter é incrivelmente confortável. As descrições que a qualificavam de "sofá com rodas" confirmam-se inteiramente.
- É uma scooter muito mais estável em estrada, por causa do peso, mas também por culpa do centro de gravidade extremamente baixo. A posição de condução é muito diferente de uma scooter convencional. Como o assento é muito baixo, há que ir literalmente com os pés para a frente.
- Circular com ou sem pendura é muito semelhante, ao contrario do que sucede, por exemplo, com a Scoopy.
- Todas estas capacidades são conseguidas a troco de uma agilidade bastante reduzida, com um raio de viragem ridículo e uma distância entre eixos que não convida a ziguezaguear por entre os carros.
- Tem uma capacidade de carga interessante, mas não pode levar (de série) nenhum capacete, a menos que seja um jet pequeno, mas isso até a Scoopy leva. Há no entanto um engenhoso cadeado exterior para prender um ou dois capacetes.
- O motor é generoso sem exageros, o seu forte está em poder rolar perto da velocidade máxima mantendo as rotações relativamente baixas, logo evitando o desgaste.
- A travagem é só razoável, mas o travão de pé requer alguma habituação. Em dois dias já me sinto confortável com ele, embora preferisse uma manete.
Estou muito contente. A verdade é que nem os plásticos riscados e outras imperfeições que levarão alguns a qualificar a minha nova máquina de "chaço" (mega-chaço, se faz favor) me retiram o entusiasmo. Este modelo é um ícone dos anos oitenta, uma relíquia dos tempos da guerra fria e... da guerra das estrelas. Vá lá, olhem para ela e imaginem que não tem rodas... Não está mesmo pronta a levantar vôo nas mãos do Luke Skywalker?
* Fotos: João Serôdio & Miguel Bessa
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domingo, setembro 07, 2008
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008
A insanidade dos seguros
- Mas não dá porquê?
-É pá, o sistema não permite.
-Não permite?
-Um gajo a tentar fazer as coisas como deve ser e depois dá nisto...
-Mas tem de haver uma maneira.
-Só emitindo um certificado provisório, mas nós temos aqui já cinco e ele não aceita mais.
-Ele?
-O sistema!
-Hum... Cinco certificados?
-Sim, estou farto de pedir para me limparem isto, mas os gajos (...)
Nesta altura desliguei. Acabei por passar mais de uma hora num mediador de uma das mais importantes companhias de seguros da nossa praça, um colosso que domina mais de 40% do mercado dos seguros. A conversa que descrevo acima estava a ter lugar entre o dono do estaminé e uma funcionária, em virtude de eu lhes ter pedido para passar o meu seguro da Scoopy para a nova montada. Aparentemente é algo muito complicado, senão mesmo impossível, visto que eu de lá saí de mãos a abanar, vencido pela exaustão.
Pouco tempo depois estava na net, no site da Logo, a fazer um seguro por um quarto do preço. Um quarto! Ainda não percebo como pode ser possível, no fundo estou a pagar menos que o que pagaria por um seguro de uma mota clássica, e sem estar filiado num clube nem nada.
Sim, eu também sou da escola de pensamento que defende que quando algo é bom demais para ser verdade, normalmente não é. Mas este seguro é legal, e tanto quanto sei a empresa pertence ao grupo Espírito Santo, não me parece que seja uma coisa de vão da escada. E sabe bem poder tratar de tudo pela net, em vez de ter que ir fazer quilómetros para falar com pessoal que funciona ao ritmo da função pública, cobra um dinheirão e não consegue satisfazer mesmo os pedidos mais simples.
Não percebo como pode haver tal discrepância de preços, mas sinceramente nem me interessa. Neste momento tenho duas scooters seguras por menos do que me custava segurar só uma. É a loucura!
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008
O fim do mundo tal como o conheçemos

Calma, não é sobre o inevitável declínio das reservas de petróleo que vou falar. Nem é sequer sobre a possibilidade do John McCain ganhar as eleições americanas. O que se passa é que a Scoopy está neste momento à venda e eu em breve irei buscar a sua sucessora.
Andei muito tempo a espremer a massa cinzenta (a que sobra) para decidir o rumo a tomar. Estava dividido entre a vontade de ter uma scooter clássica para o dia-a-dia, na forma de uma Vespa PX recente ou a sua irmã gema, a LML Star, ou enveredar por um caminho muito diferente. Esse caminho levar-me-ia a optar por uma maxiscooter, mais adaptada ao meu tamanho e às minhas intenções de ser totalmente carro e transporte público free. Neste caso estávamos a falar de algo como uma Suzuki Burgman ou Piaggio X-Evo
Na verdade, o que eu queria mesmo era uma PX, por muitos e variados motivos, mas há razões de peso que tornavam as outras propostas, muito diferentes, também tentadoras. Se por um lado a PX preenchia todos os requisitos estéticos e económicos, ficava aquém no que se referia ao transporte de passageiro, transporte de carga e deslocações fora da cidade. Estas questões eram, e são, importantes para mim, ao ponto de me fazerem ponderar outros modelos.
Ao fim de semanas de indecisão, surgiu um possibilidade que eu não tinha contemplado antes. Depois de muita investigação e consulta, achei que era a opção certa. A scooter, usada, já está comprada e no sábado irei busca-la. Esteticamente é um modelo deslumbrante e quase único. Do lado prático também soma vantagens. No fim de semana há fotografias.
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