Por um lapso meu, as médias de consumo relatadas recentemente têm um pequeno erro. O valor correcto é de 3,09 l/100km. A diferença não é grande, mas pode ser relevante para alguns. Sobre a velocidade máxima (em plano), 87 km/h, convém recordar que sou um tipo a rondar o metro e noventa de altura e algo (cada vez mais) pesado, pelo que as scooters comigo nunca chegam a atingir as mesmas performances que outros obtêm.
Por fim, uma pergunta. Mas quando é que para de chover??!!!*
* Para os menos experientes e recém autorizados a circular numa 125, informo que a meteorologia em Portugal não costuma ser tão desagradável para a condução dos nossos pequenos motociclos carroçados e que este inverno está a ser particularmente... chato!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Não estou aqui para enganar ninguém
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Bessa
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terça-feira, fevereiro 16, 2010
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Mais bricolage

Trabalhos manuais. Não é bem o tipo de coisa que me interessa por aí além, até por que acho que não tenho muito jeito, mas a Indiana é uma máquina extremamente simples, para os padrões actuais, e isso leva a que uma pessoa meta as mãos na massa.
Desta vez propus-me substituir uma peça do porta-couves dianteiro, um dos apertos laterais, que tinha desaparecido misteriosamente, sem deixar rastro, inviabilizando o uso do suporte. Seguindo instruções da malta do sítio do costume, dirigi-me a uma loja de ferragens com o ferro que sobrava e pedi que me arranjassem alguma coisa equivalente. No SIP tinham-me indicado um kit de substituição, este, por "apenas" 20 Euros mais portes. Eu achei um preço assim um tudo-nada excessivo. Os dois ferrinhos com porcas de orelhas da loja de ferragens custaram-me 1,20 Euro. O pior é que eram rectos como as estradas do Alentejo, assim um bocadinho diferentes da peça original...
Meia hora de trabalho depois, com a ajuda de um torno e uma serra de metal, um deles ficou assim:
Não está mal para o senhor zero à esquerda em bricolage. E não é que funciona perfeitamente?
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Bessa
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segunda-feira, fevereiro 15, 2010
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Uma novidade interessante

Foto: Honda
Ando há uns dias a tentar perceber quando é que este modelo virá para Portugal. Não faço ideia, mas trata-se da Honda PCX, uma nova scooter 125, de injecção electrónica e refrigeração líquida, fabricada na Tailândia. E que tem de especial esta pequena Honda? Além de ser uma espécie de mistura entre o desenho de scooter convencional (tipo PS 125i) e uma pequena maxiscooter (tipo S-Wing 125), a PCX anuncia um sistema que desliga o motor quando a scooter está imobilizada, por exemplo num semáforo. Esta inovação, muito semelhante ao que existe já em alguns espécimes do mundo automóvel, permite à pequena scooter japonesa (ou Tailandesa??) consumos da ordem dos 2.0 litros aos cem quilómetros. Dois litros! A confirmar-se este número, e se o preço de venda for contido, tudo aponta para que este venha a ser mais um modelo de sucesso no novo mundo das 125. Não é uma scooter eléctrica, nem a hidrogénio, mas parece-me um passo no sentido certo.
Extenso vídeo, em estrangeiro, aqui.
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quinta-feira, fevereiro 04, 2010
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Dia 139: o relatório

Continuo a registar uma grande curiosidade em redor das LML. Volto a fazer aqui um ponto da situação da minha, uma LML Star Deluxe 150, mais conhecida como "Indiana", comprada em Setembro de 2009 e a qual não foram efectuadas nenhumas modificações. Ah... Bom, eu troquei os pneus, coisa que recomendo a quem receba uma LML equipada com borrachas oriundas da terra das vacas sagradas.
Não tenho feito quilómetros dignos de nota, o tempo tem ajudado a manter a scooter longe do asfalto mais do que o habitual. Mas fiz algumas descobertas que vale a pena partilhar. A primeira não é propriamente uma surpresa: transportar um pendura na LML por distancias extra-urbanas revela-se penoso. Fazer subidas em segunda, em estrada aberta, com o motor a gritar de esforço, é capaz de não ser boa ideia. Por vezes a sensação de velocidade fazia-me pensar se não estaria a andar de bicicleta...
Mas se o motor se queixa (e não pouco!) o resto da pequena emigrante do subcontinente não mostra sinais de fraqueza. A suspensão sempre me surpreendeu pela positiva, o pisar é firme e confiante, os inevitáveis buracos no pavimento irritam mas não intimidam, o comportamento parece limitado "somente" pela distancia entre eixos e as reduzidas dimensões das rodas. A dois esta solidez continua a convencer. A travagem é suficiente para evitar sustos, mas mesmo a solo é melhor antecipar problemas e obstáculos do que mais à frente tratar de os evitar.
O factor "old school" tem se manifestado de vez em quando na Indiana. Mesmo sendo uma scooter nova, já tive de recorrer diversas vezes ao estojo de ferramentas. A luz traseira, por exemplo, dá-se mal com as subidas e descidas em empedrado que abundam nos bairros históricos da capital. Por vezes recorre mesmo a esse recurso derradeiro do trabalhador revoltado: a greve. Nunca fundi nenhuma lâmpada, parece haver só um mau contacto que eu não consigo localizar e que acaba sempre por se resolver sozinho, mas só depois de eu ter desmontado meia scooter e espalhado ferramentas por todo lado, para entretenimento dos transeuntes.
Depois há a questão dos espelhos. Ando a travar há algumas semanas uma batalha (perdida) com a ferrugem, que parece querer tomar conta dos cromados das hastes. Já recorri ao WD40 e o seu primo BALA, mas de pouco serviu. Um pouco de polish resultou melhor, eliminando todos os vestígios, mas a ferrugem regressa rapidamente. Neste momento os espelhos estão assim:


Este problema é exclusivo dos espelhos, felizmente! Os números:
Km percorridos: 2607
Média de consumo: 3,32 l/100km
Velocidade máxima em plano (velocímetro): 87 km/h
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Bessa
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terça-feira, fevereiro 02, 2010
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Uma questão de peso

Não sei se alguém já fez esta reflexão. Ao contrario do que possa pensar o típico enlatadus vulgaris, a scooter é o verdadeiro veículo de comodidade total. De tal maneira que permite sempre estacionar à porta de casa, e do destino, qualquer que ele seja. Sempre. De todas as vezes. Mesmo.
Esta vantagem, uma entre muitas, traz consigo algumas consequências imprevistas. Eu tenho notado um certo aumento da massa corporal nos últimos tempos. Divido as culpas entre um sedentarismo crescente (a combater com todas as forças!) e o uso continuado dessa máquina do prazer que é a scooter.
Talvez pensem que estou a ser injusto, mas imaginem todos os troços que uma pessoa deixa de fazer a pé quando se desloca de scooter. Começa logo de manhã: eu saio de casa pela garagem e já estou em cima da Indiana. Chego ao destino e paro tipicamente a 10 metros da porta, se não for menos. O ciclo repete-se na maioria dos dias, já lá vão mais de 3 anos. As calorias não gastas começam a fazer-se sentir.
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segunda-feira, fevereiro 01, 2010
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Boas Festas!
Notem a gravata apropriada para as festas da quadra Natalícia, embora talvez fique um pouco deslocada da noite da consoada e no almoço de família... Boas Festas para Todos!
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Bessa
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sexta-feira, dezembro 25, 2009
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Molha Monumental

Hoje tive oportunidade de sentir na pele o mau tempo que tanto tem dado que falar nas últimas semanas. De uma forma ou de outra acho que tinha sempre conseguido aproveitar, por engenho ou sorte, aquelas abertas em dias piores. Evitava os momentos de chuva mais intensa, circulava nas horas do dia em que fazia menos frio, chegava sempre a casa com algum conforto.
Não hoje.
Sai mais cedo do trabalho, disposto justamente a evitar algum momento meteorológicamente mais agressivo. Estava equipado com as costumeiras calças de chuva, o habitual blusão "motard" (tenho que ver se me livro daquilo), que é impermeável, luvas de inverno e capacete modular. Chuviscava quando comecei o trajecto de pouco mais de 10 km. Em poucos minutos os chuviscos transformaram-se num diluvio de proporções bíblicas que alagou as estradas, fez saltar tampas de esgoto e reduziu drasticamente a visibilidade. Algumas rotundas pareciam lagos e andei boa parte do caminho sem conseguir ver o asfalto que estava a pisar, sempre atento à possibilidade de enfiar a roda da frente num buraco maior que ela... Não é bom.
Tive ainda a surpresa de constatar que também de scooter é possível projectar muitos litros de agua para os lados, enquanto se sente a que bate no guarda-lamas está literalmente a travar o nosso progresso. Sim, havia assim tanta agua! Por outro lado, não senti falta de aderência nem problemas de tracção. Mais um ponto para os pneus.
Ao chegar a casa, tinha pela primeira vez os pés completamente encharcados, tipo esponjas de banho. As luvas não resistiram, eram como sacos de agua. Com agua. O casaco também cedeu, a minha barriga estava molhada!
Enfim, para o scooterista, ter o equipamento certo ajuda muito. Saber evitar a fúria da mãe natureza ajuda ainda mais.
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quarta-feira, dezembro 23, 2009
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Dia 89

Agora que já ultrapassei a quilometragem oficial indicada pela LML para a rodagem, agora que já trago comigo os documentos definitivos da scooter (demoraram cerca de 2 meses e meio), agora que já troquei de pneus, que já abasteci de óleo de marcas diferentes, que já lhe comprei accessórios, já rodei com chuva e vento, já lhe retirei os primeiros pontos de ferrugem que surgiram nos espelhos, já lhe fiz os primeiros arranhões, agora que já sou daqueles que têm sempre pelo menos uma vela e ferramentas no porta-luvas, agora que já não falho passagens de caixa, agora já sinto que a Indiana não é mais uma novidade e passou a ser "da casa".
Nestes quilómetros aprendi algumas coisas, porventura mais que o que podia ter experimentado num qualquer modelo de scooter moderna. Trocar os pneus, ainda novos, por não estar satisfeito com a performance dos que tinha, teria sido impensável na SH, não só pelo custo como pela trabalheira envolvida.
E essa troca de pneus foi mesmo muito importante. A diferença de comportamento, em piso molhado e em curva, por exemplo, é abismal. Mas o atractivo da Indiana não se resume à simplicidade mecânica e abundância de peças baratas. Poder resolver (quase) tudo em casa e a um custo baixo é bom, mas não é o principal atractivo desta LML. Pelo menos não para mim.
Comprar uma scooter desenhada há mais de trinta anos, pequena e lenta, numa era onde toda gente tem imensa pressa e a felicidade parece ser possuir o veículo mais moderno, mais veloz, mais confortável, é no mínimo coisa de um nostálgico. Do coleccionador de Vespas Old School, ao amante do design, quem compra uma LML está a enviar um certo tipo de mensagem. Optar por uma LML quando existem inúmeras outras propostas no mercado, mais potentes e capazes, é talvez um rejeitar do progresso, o de uma certa ideia de progresso. É claro que há razões históricas, em Portugal, para o sucesso das bonitas scooters indianas. Mas para mim... eu quero simplesmente abrandar, viver ao meu ritmo. Não quero passar pela vida a correr, de um sítio para outro. Na Indiana vou sempre pela estrada com paisagem, a uma velocidade que me permite absorver o que se passa a minha volta. Qual é a pressa?
A Indiana é a minha máquina do tempo e o meu sofá de psicólogo. É ao mesmo tempo burra de carga de material fotográfico e top model em passeios à beira mar, viatura utilitária para ir ao supermercado e aos correios, e sprinter audaciosa para chegar a horas ao trabalho.
Quem poderia pedir mais?
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segunda-feira, dezembro 14, 2009
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domingo, 13 de dezembro de 2009
Spreading the love

Sendo utilizadora ocasional das minhas scooters, a Marta deixou-se intimidar pelo tamanho da CN e pela caixa manual da LML, pelo que há muito tempo que não pegava num motociclo. Ontem finalmente deu umas voltinhas na Indiana, só para experimentar.
Apreciadora de scooters modernas, a Indiana não é bem o modelo que ela mais desejaria pilotar, mas pelos sorrisos, ninguem diria...
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domingo, dezembro 13, 2009
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Mete mais óleo

Acho que sou de origem marroquina ou coisa do género. Este frio que se faz sentir tem-me limitado as deslocações, mesmo que a Indiana continue a ter utilização diária. Assim, só há poucos dias ultrapassei a barreira dos 2,000 km, o valor indicado no manual para a rodagem. Chegou também a hora de colocar mais uma litrada de óleo.
Desta vez não fui em cantigas e atestei com o muito recomendado Castrol TTS. Há quem argumente que estes motores foram desenhados originalmente para utilizar óleo mineral e que colocar um moderno óleo 100% sintético é deitar dinheiro fora. Eu, não podendo dizer nada sobre a durabilidade do motor utilizando um ou outro óleo, sou pelo menos sensível à questão do fumo e do cheiro. E nesses dominios o TTS, que vinha de origem na Indiana, ganha por muitos pontos.
Km percorridos: 2128
Média de consumo: 3,28 l/100km
Velocidade máxima em plano (velocímetro): 85 km/h
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domingo, dezembro 13, 2009
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Não se fala de outra coisa: LML a 4T

Quando fui à Old Scooter, o Manel confidenciou que em breve teriam uma LML a 4 tempos por lá, exclusivamente para testes e feedback do fabricante. É claro que achei a noticia muito interessante, mas pensei que era só mais um passo no desenvolvimento do protótipo.
Como sou ingénuo. Nos últimos dias, os forums e a blogosfera fervilham de actividade sobre a eminente saída para o mercado das novas scooters LML. Serão apresentadas no salão das motas de Milão, o EICMA, que já está a decorrer, e prevê-se a sua comercialização para muito breve, talvez ainda este ano.
Só o futuro poderá dizer o que vai significar este modelo, mas para já baralhou a cabeça aos interessados numa LML Star a dois tempos: já tinham o livro de cheques na mão e agora ficaram indecisos. Eu também ficaria.
Imagens das scooters aqui. Um dos primeiros protótipos conhecidos aqui. Ficha técnica aqui. Vídeo de motor 4 tempos a funcionar aqui.
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quarta-feira, novembro 11, 2009
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Carros Voadores II
Juro que não percebo.
Diariamente utilizo um troço de menos de 10 km da estrada marginal Lisboa-Cascais. Nos tempos mais recentes parece que não há dia que eu não presencie um acidente, ou veja as sequelas de um, neste pequeno troço. Não estou a falar de toques no para-arranca das horas de ponta. Nem vale a pena contabilizar esses. Estou a falar de carros a voar, carros destruídos, pessoas feridas, mortos.
A N6 é uma estrada sinuosa, mas de bom piso e com limites de velocidade entre os 50 e os 70 km/h. Esses limites são policiados em vários locais por semáforos com controlo de velocidade. Estas restrições existem por bons motivos. A estrada marginal tem muitas curvas apertadas, inúmeras rotundas, acessos a parques de estacionamento, a restaurantes, acessos a residências privadas, entradas e saídas. A estrada é também relativamente estreita e não tem bermas.
Apesar destas condições, o cenário habitual na Marginal faz lembrar o PTCC. Toda a gente rola o mais depressa que pode, muda de faixa continuamente, tentando ganhar posições. É claro que os automobilistas-pilotos também passam muito tempo parados nos semáforos, uma vez que a maioria das pessoas não cumpre, nem de perto nem de longe, os limites de velocidade. Também passam muito tempo simplesmente parados, porque os engarrafamentos são habituais. Mas assim que arrancam, a salvageria regressa ao asfalto, enquanto os condutores vão também pondo a conversa em dia com telefonemas infindáveis, tomam pequenos almoços tardios e brincam com os inumeros gadgets do enlatado moderno.
Hoje voltei a ver um carro, um Opel Vectra, completamente destruido. Atrás dele, um choque em cadeia de mais 4 viaturas imobilizou completamente esta fatidica N6 no sentido Lisboa-Cascais na hora de ponta da tarde. Os envolvidos certamente terão explicações para mais este "accidente". Têm sempre.
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segunda-feira, novembro 09, 2009
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Pneus há muitos

E a julgar pelos números da OMS, cada vez mais. Mas eu queria era falar de borracha. Como sabem os meus leitores mais atentos, troquei de pneus recentemente. Os originais MRF Nylogrip Zapper, compatriotas da Indiana, foram substituídos por uns teutónicos, mais consensuais, Continental Conti Twist.
Agora que já rodei alguns quilómetros com estes novos pneumáticos, posso tirar algumas conclusões. Primeiro, as diferenças de dimensões são notórias. Os MRF são pneus de perfil mais alto e são um pouco mais estreitos que os Continental. Talvez por isso eu tivesse aquela sensação desagradável de que a scooter ia cair para o lado. Um controlo apertado da pressão minorou o problema, mas nunca o resolveu. Agora não me posso queixar de nada disso. A scooter vai mais estável, mais controlada. Terminaram também as pequenas derrapagens em piso menos aderente. Quando fazia reduções um pouco mais bruscas (e nunca sou realmente brusco com a Indiana) os pneus de origem por vezes patinavam, algo que sempre me pareceu estranho. Afinal, a Indiana tem muito poucos cavalos disponiveis...
Agora tudo acontece com muita suavidade. A condução em molhado então melhorou muito, talvez a diferença maior entre as duas borrachas se encontre nessas condições difíceis. Acho que não teria saído de scooter nos últimos dias se não tivesse os pneus novos.
Infelizmente não tenho mais experiência com outros pneus nesta medida. Andei com os Michelin S83 durante um dia e gostei. Os Conti Twist estão uns furos acima, na minha opinião, mas não muitos. Falta experimentar os pneus de scooter mais badalados das últimas décadas. Elevados à categoria de mito da aderência por muitos, os Continental Zippy 1 são actualmente difíceis de localizar e correu mesmo o rumor que o seu fabrico teria sido descontinuado. No entanto, eles continuam a figurar na pagina Web da marca Alemã e algumas pessoas têm adquirido alguns exemplares recentemente. Provavelmente, o meu próximo investimento neste capitulo.
Resta explicar como resolvi o problema do perno moido. Na verdade não resolvi. Levei a Indiana à Old Scooter e o Manel tratou de tudo. E eu não pagei nada. E esta hem, senhores da Honda??
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segunda-feira, novembro 09, 2009
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Carros Voadores
Já perto das onze horas, a marginal apresentava-se com pouco transito. O que dava jeito, por que estava a chover intensamente e não me estava a apetecer ter de fazer o slalom do costume. Os enlatados circulam em excesso de velocidade, como sempre fazem, absolutamente indiferentes às condições meteorológicas.
Ia concentrado na condução. Os pneus Continental melhoram a tracção em piso molhado e sinto-me um bocado mais estável na scooter. Mas é uma mudança do terror absoluto para um medo intenso: ainda vou em alerta total quando conduzo a Indiana à chuva. O capacete estava a embaciar um bocadinho, coisa que não costuma acontecer. Estou a meditar sobre a necessidade de levantar um pouco a viseira quando um movimento anormal uns metros à frente capta a minha atenção.
Na curva seguinte, nas faixas contrarias, dois automóveis colidem, enviando um deles contra o separador de um palmo de altura, que não o detém. Ele salta para cima dos carros à minha frente, atingindo um e continuando o seu voo até embater com muita violência no muro do Centro Náutico.
Nos momentos seguintes parece que o mundo parou. Só a chuva continua a cair.
O condutor de um carro atingido à minha frente saí da viatura danificada, visivelmente combalido, e vai para o passeio. Na faixa contraria, outro condutor tenta retirar o seu Mitsubishi do meio da estrada, sem grande sucesso. Parece não saber que tem o eixo da frente partido. Em cima do passeio, levantado contra o muro, com todos os airbags insuflados, os passageiros de um Opel muito deformado permanecem dentro do carro. Surgem inúmeras pessoas, a maioria vindos do centro náutico. Algumas correm para o carro mais maltratado, procurando ajudar as pessoas. O transito começa a acumular e ouvem-se as primeiras buzinadelas, impacientes.
A chuva não abranda. Concluo que não estou ali a fazer nada a não ser expor-me a mais perigos. Arranco, contornando aquela carnificina. No caminho que me resta, sou ultrapassado por inúmeros carros a alta velocidade, provavelmente tentando compensar o tempo que perderam lá atrás. Ninguém parece tirar nenhuma lição do que acabou de testemunhar, os excessos continuam. Até à próxima vez.
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sexta-feira, novembro 06, 2009
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
5 dias e 5 noites

Ao contrario do que acontece na formula 1, esta foi uma mudança de pneus que levou algum tempo. Vários dias na verdade.
E ainda não acabou...
Tinha previsto que na quarta feira (passada) chegassem os meus pneus novos, mas por alguma razão que a razão desconhece, chegou apenas um. Os amigos espanhóis a quem comprei a borracha resolveram prontamente o problema, mas isso implicou que só sexta feira tive cá em casa os dois Continental Conti Twist, para juntar às câmaras de ar continental que também iria colocar.
Certo. Passada a ressaca do jantar de sexta, sábado a meio da manhã toca a meter mãos à obra. As primeiras dificuldades surgiram logo no momento de colocar o pneu Continental na jante. É que os Conti Twist, como quase todos hoje em dia, são pneus tubless. Podem na mesma ser utilizados nas LML e vespas, em jantes convencionais com a câmara de ar, só que dão algum trabalho. As laterais do pneu são feitas para segurar o ar, por isso são grossas e muito mais apertadas do que as de um pneu de câmara. Unir as duas metades da jante exige bastante energia.
Superada esta primeira dificuldade, imaginei que dentro de minutos tudo estaria concluído. No entanto, passadas algumas horas ainda estava na garagem, incrédulo, a olhar para uma porca. Já com o pneu dianteiro montado, e o traseiro instalado na roda suplente, faltava-me só fazer a troca deste pela roda traseira. Mas e retira-la? Uma das porcas recusava-se a sair. Recusava-se mesmo a sair. Tentei lubrificar, martelar e puxar a porca renitente, mas sem sucesso. A Indiana passou o fim de semana sem sair da garagem.
Consultados os peritos e depois de muitas tentativas, hoje consegui desalojar a malvada porca, não com o uso de nenhuma ferramenta especial (que cheguei a tentar adquirir), mas recorrendo a uma boa e velha arma de família: a teimosia.
As possibilidades aqui eram duas ou, vá, três: ou a porca estava moída, ou o perno estava moído, ou ambos estavam feitos num oito. A primeira era a menos má, mas verificou-se o pior: o perno é que estava todo comido. Esta questão coloca novos problemas, mas por agora nem quero pensar nisso. Coloquei a roda com o pneu novo no sítio e voltei a apertar tudo, incluindo a porca massacrada no seu perno moído. Siga. Amanhã já vejo o que faço.
Antes de ir ligar a televisão, esclareço que as ferramentas fornecidas de série permitem realizar todos os trabalhos que tenho feito até agora, menos martelar porcas teimosas. As câmaras de ar que vinham de série, e eu troquei, tinham também um aspecto razoável. Lamento no entanto esta situação, que levanta algumas dúvidas em relação à qualidade do material utilizado nas LML. Eu realmente queria viver a experiência da scooter clássica, mas se calhar estou a chegar às coisas más muito depressa e a vive-las demasiado intensamente.
Entretanto, se vieram aqui parar na procura de uma descrição detalhada sobre como mudar pneus numa vespa, ou coisa no género, vejam antes isto.
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terça-feira, novembro 03, 2009
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