
Sim, a foto foi tirada com um telemóvel, e daqueles bem jurássicos. Temos pena. Serve de ilustração para uma pequena viagem que fiz no Domingo. Estava eu cansado, depois de 40 km de bicicleta e atrasado para almoçar com a minha mãezinha, quando me lembrei que ainda tinha que lhe levar uma cadeira e mais umas coisas que estavam cá em casa já há uns tempos. Tudo somado, parecia certo que ia levar o carro, mas à última da hora achei que isso seria simplesmente demasiado fácil...
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
E onde é que eu levo as compras?
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terça-feira, fevereiro 17, 2009
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Marota
Notam alguma coisa estranha nesta imagem? É a entrada da garagem, onde eu guardo a CN 250. Tinha estado a chover e a minha scooter deixou este rasto no chão ao entrar. Só ao entrar. Eu estava a andar a direito, ou pelo menos tentava.
Já estão a perceber? Esta é a minha primeira prova documental dos famosos "power slides" com que a scooter rotineiramente me brinda em piso molhado. A roda de trás desliza em aceleração ao mínimo descuido, é necessária muita concentração e precisão milimétrica no punho direito para evitar sustos. Aqui, ao entrar na garagem, devo ter exagerado na dose. O piso estava seco, mas tem pouca aderencia e pneu estava molhado. O resultado foram estes dois rastos, um é o do pneu da frente, o outro é da roda de trás.
Tanto quanto consegui comprovar, este comportamento é típico da Helix/CN/Spazio/Fusion. Talvez seja consequencia da enorme distância entre eixos e da roda pequena atrás, ou culpa da distribuição do peso, se bem que mais de 60% deveria estar atrás! Seja qual for a razão, a CN é temperamental no inverno. Ninguém é perfeito.
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terça-feira, fevereiro 10, 2009
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Mau tempo no canal

Parece que não há maneira de este tempo passar. Chove há mais de duas semanas. Este ano os nossos agricultores não vão pedir subsídios por causa da seca. Mas devem pedir por causa dos estragos causados pelo mau tempo.
Gostaria agora de relatar as minhas heróicas aventuras, enfrentando a estoicamente a intempérie, sobre duas rodas, aos comandos de um pequeno motociclo carroçado.
Mas não é possível.
Primeiro porque não tenho aventuras (nem heróicas nem cobardolas) para narrar. Depois porque a minha CN pode ser tudo menos pequena.
Nem todos os dias tenho ido para o trabalho de scooter: tenho apanhado boleia, fui de carro, até já experimentei o comboio. A CN, no entanto, continua a ser a melhor maneira de chegar a algum lado, mesmo quando chovem cães e gatos. O carro fica preso nos engarrafamentos, a boleia é irregular, a estação do comboio não tem luz e é mais fria que o coração dos tipos que conduzem Mercedes e nunca deixam as motas passar.
Ainda assim, mais de metade das minhas deslocações continuam a ser de scooter, mesmo quando as ondas galgam a Marginal, quando há pedaços de árvores a voar e quando os enlatados insistem em circular demasiado depressa e passam a vida a bater no deprimido engaiolado da frente. Tenho visto de tudo nestes dias de clima mais rigoroso. No entanto, as principais regras se sobrevivência mantêm-se:
- Andar mais devagar e ir AINDA mais atento. Manter distancias de segurança maiores.
- Usar equipamento apropriado: Bom capacete com viseira em bom estado, que não embacie, fato de chuva, luvas resistentes à agua, roupa quente.
- Curvar com mais cautelas, ter atenção ao piso por onde as rodas passam, com especial interesse em manchas, marcas rodoviárias brancas e placas metálicas.
Tudo isto parece óbvio, mas é importante. O meu capacete ARAI (comprado com substancial desconto, da colecção descontinuada de 1997 ou assim) é bastante mais confortável do que aquilo a que eu estava acostumado. A agua escorre da viseira, esta não embacia, e eu consigo ver a estrada. Isso é uma coisa boa. Não tenho apanhado sustos. Já agora, valia a pena pensar nisto.
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quarta-feira, fevereiro 04, 2009
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Barcelona, a cidade das duas rodas
Este vosso escriba desaparecido está de volta para partilhar as emoções de uma pequena deslocação à cidade mediterrânea de Barcelona. Aos meus dois fieis leitores e ao meu gato, as minhas desculpas por tão longa ausência, mas desde cedo fui ensinado a manter-me em silêncio, se nada de relevante tivesse para partilhar. (Já sei que não é essa a tradição portuguesa...)
Eis-me pois chegado a Barcelona, vindo de uma louca deslocação Lisboa-Porto-Girona que envolveu quase todos os meios de transporte criados pelo homem. Todos menos dois, os meus preferidos, aqueles que ostensivamente agora me entravam pelos olhos adentro: a bicicleta e a scooter!
Mesmo quem nunca tenha estado em Barcelona terá já ouvido falar da sua larga tradição scooterista e motociclista e da sua mais recente paixão pela bicicleta. Tais referencias transformam-se em realidade concreta no centro da bela urbe catalã: filas de pequenos motociclos estão estacionados por todo o lado, em locais próprios, e facilmente se podem encontrar estações de ancoragem das bicicletas de serviço público, o bicing.
Há toda uma dinâmica muito especial no que toca a mobilidade na capital da comunidade autónoma da Catalunha. É tão comum ver pessoas a deslocarem-se em bicicleta como de carro, como de scooter. E todos coabitam os mesmos espaços, com a diferença que por aquelas bandas os automobilistas não praticam os abusos a que estão habituados os congéneres portugueses. Não há carros estacionados em cima dos passeios, a obstruir a passagem. Não há má vontade para com as bicicletas e menos para com as scooters, que são as verdadeiras rainhas da cidade. É normal ver senhoras de salto alto, com a sua mala pendurada da argola no escudo da scooter cruzar tranquilamente as grandes avenidas. Toda a gente anda de scooter, novos, e menos novos, homens e mulheres, de fato ou de fato macaco, em vespas clássicas ou em maxi-scooters de última geração. É um fenómeno que impressiona.
Confrontado com esta realidade, rapidamente conclui que só havia uma maneira de conhecer a cidade. Além de a pé, claro, coisa que também fiz. Não, não seria de scooter, porque as que existem de aluguer não me atraiam, eram caras e não tinha material de protecção comigo. Na verdade, só o facto de existir essa possibilidade é coisa de louvar, mas eu optei pela bicicleta. Estava fascinado com a possibilidade de largar a montada numa "estação", ir visitar alguma coisa a pé e depois apanhar outra bicla para o regresso noutro ponto da cidade. Infelizmente, a bicing é só para utilizadores registados, o que faz sentido, mas invalida o seu uso por turistas. Optei então por uma bicicleta de aluguer, uma pasteleira holandesa contratada a um senhor que me pareceu também holandês, não muito longe da Plaça de Catalunya.
Nesta maravilha de 20kg e três velocidades (na verdade, e durante a maior parte do tempo, duas!) percorri com a Marta a maior parte das zonas de interesse turístico da cidade: andamos pelo porto, subimos a Montjuic ver a vista e conhecer a zona olímpica, descemos para a Praça de Espanha, perdemo-nos pelo centro e rumamos ao Parque Guell. Esta deslocação foi particularmente aventureira uma vez que tão a norte já não há ciclovias nem vias cicláveis, e o desnível do terreno é assinalável. No entanto, não registamos nenhum comportamento agressivo e não apanhamos nenhum susto em todo o percurso.
A pequena câmara digital que levávamos ficou sem bateria numa altura chave, mesmo assim deu para registar uns bonecos das scooters de Barcelona, uma cidade que sabe o que faz em matéria de mobilidade.



Se a scooter é rainha em Barcelona, a rainha das scooters da cidade é a Honda Scoopy. Desde as já ancestrais Scoopys 50 e 100 até à predominante 125/150 e a nova 300, as scooters da Honda são a principal forma de transporte motorizado de Barcelona. E se estes modelos de roda alta são um inegável sucesso de vendas, outros modelos Honda parecem também merecer a preferência dos nativos.



Os responsáveis autárquicos lisboetas não perdiam nada em estudar o exemplo de Barcelona. Infelizmente, a comparação entre as duas cidades, no que toca a mobilidade, faz Lisboa parecer um burgo saído da idade média.
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segunda-feira, janeiro 26, 2009
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Então cá vai a dolorosa

Foi com estas palavras que o homem da Honda me fez chegar às mãos a conta da revisão da minha CN. Comprada à apenas dois ou três meses num Stand oficial da Honda em Almeirim, com garantia e com o preço nivelado por alto, esperava mais, ou melhor, esperava pagar menos!
Na verdade, já há algum tempo me sentia um pouco enganado pelo homem de Almeirim. Já nem em senhores de meia idade, de cidades pequenas, uma pessoa se pode fiar. Passados 2000 km, o pessoal da Motorway (desisti da Santomar, demasiado longe, demasiado desatentos) confirmou os meus receios. Nem uma revisão o tipo tinha feito à scooter! Os travões estavam completamente nas lonas, a transmissão precisou de tudo e mais alguma coisa, impressionante. O que eu pensava ser feitio da CN, travagem extremamente dura, sobretudo na frente, afinal era as pastilhas a roçar com o disco e isso pelos vistos já estava assim quando a comprei!
Sem ter trocado nenhum componente fundamenental, como por exemplo o escape (que bem precisa) a brincadeira ficou por mais de 300 Euros! Bem lhe podiam chamar dolorosa, a mim deixou-me a fazer contas à vida.
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terça-feira, dezembro 16, 2008
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
LML Star @ Original Vespa

Ele há dias assim. Dizem.
Andava a adiar uma visita à afamada Original Vespa, para evitar cair em tentações, quando me vi obrigado a lá ir em trabalho. O dia tinha começado sem grandes novidades, o ensaio da carrinha "para chefes de família que não abdicam de carros com patanisca" tinha sido cancelado e o tempo escorria de forma pachorrenta, enquanto eu aguardava que outro trabalho me fosse assignado.
Já estava à espera de ter que fotografar mais uma fornada de livros ou cosméticos no estúdio, quando tomei conhecimento de que a Motociclismo iria fazer um trabalho sobre "essas Vespas Indianas"... A apatia transformou-se rapidamente em entusiasmo, quando me foi atribuída a tarefa de fotografar o dito artigo.
Pouco depois de almoço estávamos em Caneças, na demanda da mítica loja de peças para scooters clássicas. O ambiente é muito particular, há uma certa atmosfera que dificilmente outro estabelecimento consegue ter. Não sei se será da decoração, das muitas scooters cobertas que rodeiam a casa/estabelecimento, se será a forma descontraída com que os clientes são atendidos, muitos deles conhecidos ou mesmo amigos de longa data, a verdade é que a Original Vespa não trai as expectativas de quem já se habituou a escutar palavras de admiração e respeito por este espaço.
Depois, estão as LML. Alinhadas, apertadas a um canto fazem lembrar um punhado de coloridos rebuçados. E são quase tão irresistíveis como um doce seria para uma criança. Vistas de perto, deixamos de ter dúvidas sobre a qualidade, pelo menos aparente, do produto. Estas indianas convencem, a chapa, a pintura, tudo é robusto e aparentemente durável. E claro, são lindas!
Levámos uma LML Star Deluxe laranja para o jardim e ali fizemos as fotos, que poderão ver na próxima Motociclismo. A scooter deixou-me muito bem impressionado, tanto que nem pedi ajuda para muda-la de posição para as fotos, sempre era mais uma oportunidade de eu mexer no bicho...
Se não sabem o que é uma LML, devem ter chegado a esta parte do texto um bocado desorientados. Eu explico: uma LML Star é um clone da Vespa PX, o clássico Italiano criado no final dos anos setenta e descontinuado o ano passado. Ao contrario das scooters de imitação barata chinesas, as LML são feitas na India mediante prévio acordo com a Piaggio, por pessoal e maquinaria que já fabricou as PX para o mercado Indiano. A LML é um dos maiores produtores indianos de motociclos, podem ver uma visita guiada às instalações aqui, cortesia do importador das LML para o UK, Eddy Bullet. Nos EUA as scooters são vendidas como Stella, com bastante sucesso. Na Oceania, chamam-lhe Belladona.
Mais importante que tudo isto, é que actualmente, a LML/Stella/Belladona é a única scooter tradicional de carroçaria em metal e mudanças manuais ainda em produção. E agora eu sei onde elas andam. O Natal está à porta... Vocês estão a ver como isto vai acabar...
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quinta-feira, dezembro 11, 2008
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
O longo e frio inverno de 2008
A falta de posts frescos neste blog está directamente relacionada com a falta de quilómetros realizados de scooter nos tempos mais recentes. Se mal não recordo, a última vez que meti gasolina na CN foi dia 13 de Novembro, há quase um mês. Entre deslocações para fora de Lisboa em trabalho e boleias, tenho usado a scooter em média uma vez por semana.
O frio, a chuva, a revisão da CN que se aproximava a largos passos (será amanhã), e alguma preguiça, tudo se conjugava para deixar a scooter em casa. Ontem, fui acordado para a realidade por dois factores de peso. Primeiro fiquei preso em engarrafamentos várias vezes no mesmo dia, e rapidamente percebi que já não tenho paciência para isso. Depois fui por gasolina no carro e gastei de uma vez quase o orçamento do mês da CN... Reality Check! Passar a vida stressado, enlatado e entalado, contribuir para a riqueza das grandes petrolíferas e os Xeques das Arábias não é para mim!
Além de tudo isto, sinto falta daquela sensação de liberdade que só as duas rodas podem dar.
Ando a planear algumas mudanças na minha vida, a mais importante é a saída de Lisboa para os arredores. Sobre a scooter também recaem algumas hipotéticas alterações, ainda não decidi, mas como sempre, vocês serão os primeiros a saber.
Os segundos, vá.
Eu digo qualquer coisa...
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quarta-feira, dezembro 10, 2008
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domingo, 16 de novembro de 2008
ScooterPT Camping na Motor Clássico

Na página 11 da edição nº 21 da Revista Motor Clássico, podem encontrar imagens do Camping ScooterPT. Para quem não sabe, e hão de ser poucos, o ScooterPT é o principal fórum nacional de scooters, o refugio pluralista de todos os apreciadores de pequenos motociclos carroçados com motor acoplado ao eixo traseiro.
A Motor Clássico teve por bem publicar agora as minhas fotos do memorável evento, (outras que não estas) bem como me foi pedido que fizesse as respectivas legendas, já que eles não só não tinham lá estado, como provavelmente nunca se apanharam em tais propósitos.
Aliás, esse era o meu caso até chegar o fim de semana de 27-28 de Setembro: nunca tinha estado num “rally”, nem num acampamento de scooters. Acho que nunca tinha estado sequer parado num semáforo ao lado de mais do que uma outra scooter... E aquele que era já o 2º Scooter Camping do ScooterPT contou com a presença de todas as lendas vivas do scooterismo nacional. Trago gratas recordações daquela viagem ao Outeiro do Louriçal, não muito longe da Figueira da Foz. O scooterismo português está vivo e recomenda-se.
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domingo, novembro 16, 2008
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Algumas novidades
A Scoopy já não está comigo, mas ficou em boas mãos. Não são propriamente notícias frescas, tenho andado ocupado e preguiçoso, já vendi a scooter há quase duas semanas! Sim, sim, já tenho saudades dela, mas não me arrependo. Ainda assim, ando um bocado arreliado com as dificuldades de navegação da CN em trânsito denso, embora, como já aqui disse, ela tenha outras vantagens. Também me preocupa o provável custo da próxima revisão, que se aproxima a passos largos…
Surgiu entretanto a hipótese do meu chaço figurar numa conhecida (e polémica) revista da nossa praça. Nem estou muito contente com a ideia (agora vou ter mesmo que lhe dar uma esfrega!) e ainda não é nada seguro, pelo que darei mais informações quando as houver.
Entretanto, a chuva e o vento estão de volta. Não é razão para deixar a scooter em casa (não se dissolve em agua!) mas este tempo exige alguns cuidados redobrados. Como dizia o outro, keep the ruber side down.
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sexta-feira, outubro 24, 2008
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domingo, 5 de outubro de 2008
Vivendo com a "Spooky"

O nome acabou por pegar, como eu temia.
Agora é comum ouvir perguntas como "Vais na Spooky?". "Puseste a Spooky na garagem?" Naturalmente a Marta é responsável por esta alcunha, resultado de uma mistura entre o medo que a distância entre eixos da CN 250 lhe causou da primeira vez que tentou conduzi-la e o nome tradicional da agora "outra" scooter cá de casa, a SH 125 Scoopy.
Entretanto já lá vão cerca de 1.500 km refastelado em cima da CN. Digo cerca de 1500 porque o velocímetro e conta quilómetros deixaram de funcionar há cerca de uma semana, durante a viagem para o 2º Camping ScooterPT. É estranho e algo desagradável andar sempre com um enorme zero no mostrador da scooter, mas ainda não tive tempo nem coragem para tratar do assunto.
E que tenho eu a dizer sobre esses tais 1500 km de CN 250? Nada de jeito com certeza, mas aqui vai uma tentativa:
Cidade: Pois já lá vão 4 semanas de uso regular citadino. Ao trajecto tradicional diário de 30 km Casa-Trabalho-Casa há que somar ainda uns passeios aqui e ali, tratar de compras e outros pequenos assuntos e até uma reportagem sobre estacionamentos para a motociclismo com a redactora à pendura!*
A primeira coisa que salta à vista é que a scooter é grande. Muito grande. Ou melhor, muito comprida. Se a pusermos ao lado de uma corpulenta Burgman 650, até parece pequena, mas em comprimento, é imbatível. Infelizmente, isso não são propriamente boas noticias para quem anda no meio do trânsito dessa grande aldeia que é Lisboa. Já perdi a conta às vezes que fiquei entalado entre filas de carros, sem conseguir chegar ao semáforo. Vezes houve até, em que foram os autocarros da Carris que fizeram um esforço para se chegarem ao lado e me deixarem passar. Quem diria!
E isso leva-nos ao outro lado da questão. Sim, ela é enorme (para scooter) mas também é muito visível. Não só pelo tamanho, mas pelo desenho pouco usual, as pessoas reparam na CN e têm-lhe normalmente muito mais respeito do que por uma scooter convencional, como a Scoopy. Tenho sentido isso, uma maior presença na estrada e menos manobras desrespeitosas por parte dos enlatados. Tudo isso se traduz numa sensação de segurança acrescida.
E por incrível que pareça, apesar do tamanho não ser o mais indicado, nem a posição de condução, a verdade é que conduzir a "Spooky" em cidade chega a ser um desafio divertido, mesmo uma forma de arte quando as coisas correm bem. Há que antecipar decisões, estar ainda mais atento, mas o factor "fun" não está ausente. Quanto ao maior gasto de tempo no trânsito, a verdade é que posso sempre compensar com o uso da maior potencia disponível quando a estrada fica desimpedida. O meu tempo médio casa-trabalho na verdade baixou 5 minutos. Os consumos estimados em cidade andam na casa dos 3,5 litros aos 100 km.
Estrada: a deslocação ao Outeiro do Louriçal (Zona de Leiria) para o 2ª Camping ScooterPT foi a oportunidade para a primeira viagem a sério com a CN. Já a tinha trazido de Almeirim, já tinha ido a Setúbal, mas viagem mesmo viagem, foi esta.
Carregada com a tenda, sacos cama e demais apetrechos para um fim de semana de 3 dias de campismo para duas pessoas, a "Spooky" lá arrancou de Lisboa com destino ao Louriçal na manhã de Sexta feira, dia 26 de Setembro. Como de costume, inúmeros imprevistos atrasaram a partida e pela hora do almoço ainda só estávamos na Malveira a encher a barriga. Por esta altura já era claro que o conta-quilómetros e o velocímetro tinham ido à vida. Como o resto da instrumentação funcionava (temperatura e nível de combustível) parecia claro que o problema estava relacionado com o cabo, vulgo bicha, que comunica as rotações da roda ao mostrador.
Seguindo sempre pela N8, para norte, fui sentido grandes diferenças para as viagens com a Scoopy. A principal era mesmo conseguir manter velocidades de cruzeiro a par com a generalidade do trânsito, mesmo que haja sempre aceleras que passam por nós à velocidade da luz... Depois há uma posição de condução muito mais baixa, com um centro de gravidade quase a arrastar no chão, que torna as curvas mais apetecíveis. No entanto, só ganhei confiança a curvar a cem por cento na viagem de regresso, pela mesma estrada, depois de já ter algumas centenas de quilómetros de experiência em estradas nacionais retorcidas. E garanto que foi muito, mas mesmo muito divertido.
A protecção aerodinâmica é muito mais eficaz, mesmo que eu não seja grande adepto de pára-brisas. Também se sofreu menos com o vento lateral, fruto mais uma vez do desenho da scooter e do seu centro de gravidade muito baixo. Não faço ideia das velocidades que atingi, enquanto o velocímetro funcionava não tinha passado dos 110 km/h. De qualquer forma, a potência pareceu-me sempre suficiente e durante a viagem cheguei a ultrapassar vários veículos ligeiros e pesados, mesmo carregados como íamos. Os consumos estimados andam na casa dos 4,0 litros aos 100 km.
Em suma, a CN tem os seus prós e os seus contras, como todas as scooters, mas para mim mantém sobretudo aquela áurea de veículo especial (espacial!!?). Pode ser por vezes demasiado grande, demasiado feia, demasiado comprida... Mas é sempre um grande gozo andar com ela!
*Ver edição deste mês da revista Motociclismo
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domingo, outubro 05, 2008
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Arriba España!

Quem me conhece bem sabe que no fundo, sou um traidor. Não em relações pessoais, mas da mãe pátria. Conheço demasiado bem os meus conterrâneos para acreditar que o meu nível de vida alguma vez irá melhorar com a ajuda dos políticos que temos. Se não fosse a União Europeia, onde é que já estaríamos...
Mas o título não se refere aos 16% de IVA, nem dos outros impostos muitos mais reduzidos que vigoram na vizinha Espanha, nem ao preço dos automóveis e motos, nem ao facto de terem adoptado a directiva comunitária das 125... Neste caso, estou só a referir-me a esta publicidade que encontrei por acaso na revista espanhola Automovil.
Reparem como a congénere espanhola da ANSR se dá ao "trabalho" de publicar numa revista de automóveis uma página de campanha de alerta para os perigos e particularidades... das motos! Sabendo que a maioria dos accidentes com veiculos de duas rodas são causados por automobilistas, esta acção faz todo o sentido. E não é caso único, tenho visto várias campanhas de segurança rodoviária, com a tematica das duas rodas, nos mais variados meios de comunicação espanhois. Há no país vizinho uma preocupação clara e um esforço do estado, com que resultados ainda não sei, mas há.
E nós por cá? Temos isto.
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domingo, outubro 05, 2008
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terça-feira, 23 de setembro de 2008
Pisando o risco

Ia matando um tipo numa R1, na sexta. A sério. Estava numa rotunda na Parede, de carro, e quase bati numa super-desportiva que entrou a mais de cem, como se a rotunda não existisse. Quando o vi, já ele estava em cima de mim. Ouvi uma buzinadela e uns insultos e fiquei a sentir-me muito culpado. Dali a instantes ia largar o monovolume e voltar a pegar na Scoopy, e não gostaria nada que o mesmo acontecesse comigo.
Mais tarde pensei um bocado, e mais calmo, percebi que não tinha tido nenhuma atitude perigosa, nem de enlatado distraído. A culpa não era minha, o excesso de velocidade do tipo tornava realmente impossível que eu o visse naquelas circunstâncias. No entanto, ele lá foi à sua vida, para contar aos amigos mais uma história de como um enlatado cegueta quase o levava ao tapete, não fossem os seus bons reflexos... Há que pensar bem o que se faz na estrada, as coisas por vezes não são o cliché que parecem ser.
Ontem vi outra coisa caricata. Estava a chegar a um cruzamento com semáforo fechado, e parei atrás de um policia de mota, um PSP da divisão de Trânsito. Ele estava a falar com o condutor de um furgão parado do seu lado esquerdo. Falava num tom de voz firme, mas cordial. Não consegui perceber bem o teor da conversa, mas parecia que estava a repreender o motorista por alguma asneira que o tinha visto fazer. No furgão branco, o condutor reagia mal a estas palavras. Protestava, gesticulava agressivamente, enquanto um colega dentro do carro que olhava para isto com ar impávido. O homem foi ficando cada vez mais agressivo, até que o policia tentou por fim à conversa. Dentro do furgão, o homem continuou a gritar e gesticular e quando finalmente arrancamos, foi atrás do policia, acelerando o furgão ameaçadoramente para cima da mota da PSP, gritando insultos pela janela e gesticulando violentamente.
Eu pensei que o agente o fosse mandar parar e a cena acabasse com um ou outro pontapé na gengiva, mas em vez disso limitou-se a ignora-lo e seguir o seu caminho.
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terça-feira, setembro 23, 2008
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Vectrix test-ride

Se acharam que não dei grande importância às outras scooters eléctricas (e bicicletas) que havia em Belém, provavelmente têm alguma razão. A verdade é que a minha atenção se centrou na Vectrix, assim que percebi que havia umas por lá.
Na tenda da marca havia mesmo um modelo pintado com as cores da PSP, segundo parece a Vectrix está em avaliação para ser adquirida em grandes números por essa força policial.
Mas eu estava era interessado em por as minhas mãos numa destas maravilhas eléctricas, e foi isso que fiz. Depois de ter lido não sei quantos ensaios, testes e comparativos, era quase estranho estar com o guiador de uma Vectrix nas mãos. Já muito se tem dito sobre o centro de gravidade realmente baixo de estas scooters, e eu só posso confirmar. O peso quase não se sente, e, talvez também por causa de uma acertada ergonomia, estar em cima da Vectrix é realmente confortável.
Em andamento, a Vectrix surpreende desde logo por uma razão muito simples: potência! Muita potência disponivel, logo desde o arranque. Aliás, fiquei com a impressão que havia ali algum truque para evitar derrapagens da roda de trás nos arranques, tal é o poder que o motor electrico disponibiliza. Para quem não está habituado, o feeling é muito diferente do de um motor de combustão. Sim, é silencioso, só se ouve um zumbido que até tem a sua piada. Mas é sobretudo muito linear, aquilo não para de empurrar, sempre mais... A zona de testes era limitada para perceber as potencialidades reais do motor, mas chegou bem para perceber que nos arranques do semáforo seria necessário um carro desportivo ou uma mota "mota" para bater a Vectrix.
A travagem é potente, já tinha lido sobre isso, mas felizmente não confirmei que chega a ser perigosa de tanto poder disponível. A travagem regenerativa, rodando o punho ao contrário é bastante intuitiva e funciona mesmo. O comportamento é muito bom, a scooter sente-se sempre estável e em poucos minutos sentimo-nos bem à vontade com a Vectrix. Mais uma vez, faltava tempo e espaço para poder testar as suas reais capacidades.
Onde a Vectrix desilude um pouco é na qualidade de construção. Os materiais utilizados e o rigor da montagem não estão ainda ao nível das rivais convencionais japonesas. É pena, porque pelo preço que se pede por ela, uma pessoa ficaria bem mais satisfeita se a sua qualidade fosse pelo menos igual ao de uma Burgman, por exemplo. Não é o caso.
Em tudo o resto no entanto, a scooter não desilude. Não é um brinquedo ecológico, é uma maxi-scooter que não precisa de pedir desculpa a ninguém por não ter um motor de combustão interna. Faz o que fazem as outras e até faz mais. Anda bem, (anda muito!) tem um equipamento muito bom, é muito confortável e gasta uns cêntimos por cada 100km. Baixem um bocado o preço e aumentem um pouco a autonomia e embrulhem-me uma, se faz favor.
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terça-feira, setembro 23, 2008
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Scooters e mais coisas eléctricas em Belém

Confesso que não percebi exactamente o que se passava. Tinha sido informado no Sábado de que havia um test drive de scooter eléctricas (obrigado Rita!) na zona de Belém. Quando lá fui no Domingo, encontrei uma zona da Praça do Império delimitada por fitas e uma tenda da EDP que servia de base de operações.
Em frente à tenda estava uma tomada de corrente pública, que penso se tornará permanente naquele espaço. Era então possivel experimentar vários tipos de bicicletas eléctricas, scooters e trotinetes. Em frente ao planetário havia também uma espécie de feira de veículos ecológicos, ou pseudo-ecológicos (os amigos da VW parecem pensar que um carro a gasóleo é “ECO”) com várias marcas representadas, alojadas em pequenas tendas, entre elas a Toyota, a supra citada VW e a Vectrix!
A Marta fez questão de, no pouco tempo de que disponhamos, experimentar várias bicicletas eléctricas. Infelizmente, não ficamos com muito boa impressão delas. Em modelos diferentes a corrente saltava, sem razão aparente. As mudanças custavam a entrar, a travagem era deficiente...
Fiquei com a ideia que se espera que estes produtos sejam bem sucedidos só pelo facto de serem não-poluentes, sem grandes preocupações com a qualidade, durabilidade e o lado prático do modelo em si. Estou talvez a ser muito duro, mas desta forma só se consegue atrair o pessoal que já tem consciência ecológica e esses não precisam de ser convencidos. Infelizmente, são uma minoria. A maior parte das pessoas ainda não vê estes veículos como alternativas credíveis para o seu dia-a-dia. Tal como a maior parte dos visitantes que observei naquele espaço, que pareciam só achar “piada” aos “briquedos”.
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terça-feira, setembro 23, 2008
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sábado, 20 de setembro de 2008
News Flash!
Noticias fresquinhas! Os meus espiões reportam que se está a realizar um test drive de scooters eléctricas de várias marcas nas imediações do museu da marinha, em Belém (Lisboa). Para participar necessitam apenas de ir munidos do titulo de condução válido. Há também ciclomotores e quadriciclos (eléctricos, naturalmente!), por isso mesmo sem carta acho que se pode experimentar alguma coisa.
De momento as informações são escassas, reportarei quando tiver mais novidades...
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sábado, setembro 20, 2008
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