
Ali está ela. No lugar da garagem onde costuma pernoitar a CN encontro esta manhã uma pequena scooter azul. Tem rodas de dez polegadas, chapa verdadeira e um desenho clássico e intemporal. É uma Vespa PX 150, emprestada por um companheiro do ScooterPT (obrigado mais uma vez Pedro! ) e é minha por um dia.
Isto começou com a minha visita à Original Vespa e o meu entusiasmo ao ver ao vivo as pequenas "PX" indianas. Cada vez mais interessado, comecei a ponderar a compra de um destes pequenos dinossauros de duas rodas. As implicações desta aquisição seriam no entanto monumentais. Por muitas e variadas razões, só posso ter uma scooter. A compra de uma LML Star implicaria a venda da CN. Faria sentido trocar um futurista sofá com rodas, de 2,2 metros de comprimento, por aquilo que é uma versão do Subcontinente de uma scooter dos anos 70, com pouco mais de metro e setenta de comprimento total? Trocar um motor 250cc a 4 tempos e refrigeração líquida por um fumarento 150cc (mal) refrigerado a ar? Abdicar do espaço para as pernas, para a bagagem e mesmo para o pendura? Trocar suavidade por vibrações?
Para clarificar a minha posição impunha-se um teste: conseguiria eu fazer a minha vida normal com uma LML? Tinha agora 24h para o descobrir.
Sim, é uma PX 150 (de 2007) e não uma LML. A vida não é perfeita e eu achei que para o efeito era basicamente a mesma coisa. A Vespa tinha pouco mais de 7,000 Km e estava praticamente nova. De notar apenas que o catalisador tinha sido removido.
Comecei a manhã com problemas em fazer a Vespa pegar, mas como já lá vão alguns anos desde a última vez que tive de "puxar o ar" para arrancar com um veículo, imagino que a culpa fosse mais minha do que dela. Assim que saí para a rua fui saudado por um vizinho curioso em saber se se tratava de uma "daquelas novas vespas indianas". Apesar de absolutamente pouco convencional, a minha CN nunca tinha sido objecto de conversa dos vizinhos... Rapidamente me habituei aos olhares interessados das pessoas, acenos de outros scooteristas e perguntas dos colegas. A Vespa não é para quem quer passar despercebido.
Em estrada aberta, na marginal, a caminho do trabalho, sinto-me mais vulnerável e inevitavelmente mais lento. A posição de condução é muito diferente, mas já estava à espera disso e não me senti desconfortável. O pior era mesmo vento que se fazia sentir e a minha escassa habituação ao histórico modelo impediu-me de ir além dos ~70km/h. Mesmo assim, o motor respondia bem e é de assinalar o bom nível de conforto. As suspensões surpreenderam-me pela positiva (se calhar também tinha expectativas muito baixas). Os pequenos pneus também me pareceram oferecer uma boa aderência e não comprometeram em nenhuma situação. E não, não se trata dos Continental Zippy 1, mas de uns Michelins S83 de aspecto algo mais clássico.
A condução de qualquer veículo de duas rodas exige bastante concentração, mas esta PX obriga a redobrar o nível de alerta. Não é só pelo uso do selector de mudanças no punho, que requereu alguma natural habituação, mas a própria condução exige um exercício constante de antecipação. Em que mudança devo entrar na curva? Em que altura devo reduzir? Conseguirei fazer esta subida em 4ª? Atenção permanente não evitou algumas descargas de adrenalina, como quando me enganei na mudança a engrenar numa subida, reduzi demais e quase saquei um belo "cavalo"... Por estas razões, o posicionamento correcto do corpo é também mais importante do que numa scooter mais volumosa.
Depois do trabalho, que acabou cedo, tive tempo para mais uns quilómetros de estrada, uma ida ao supermercado e alguma condução urbana. Neste último cenário não me atrevi a circular por entre carros por falta de habituação com a embraiagem, mas consegui sentir-me bastante à vontade graças ao pequeno tamanho da Vespa e a sua enorme agilidade, que permite "caber" em qualquer espaço.
Quanto aos aspectos práticos, começo por dizer que fiquei fascinado pelo porta luvas. Já conhecia a sua reputação de baú das mil e uma noites, mas ver como consegue engolir uma câmara fotográfica Reflex + um pequeno tripé + o almoço + as luvas, é bastante elucidativo do seu potencial. E o facto de poder ser trancada ou deixada aberta, permitindo um acesso rápido com a scooter a funcionar, também me agradou. É evidente que é o único espaço que existe, mas pereceu-me suficiente. Também os ganchos para capacete, colocados debaixo do assento são muito úteis para um uso de "emergência", quando não se pode levar o capacete na mão. O gancho para sacos funciona bem e prova que este é um modelo prático e utilitário e não só um bonito bibelou com rodas.
Outro aspecto importante teve no entanto nota negativa: o transporte de passageiro. Só com insistência convenci a namorada a subir à Vespa. É que entre o meu tamanho XL e o banco corsa que este exemplar tinha instalado, não sobrava espaço para ela. Ainda tenho que rever a situação com um banco convencional, mas já percebi que a PX ou LML, nas minhas mãos, só permite boleias de recurso.
A PX provou que não é só bonita. É prática e fácil de utilizar, depois de um período de adaptação. É um modelo resistente que alombou com a minha carcaça sobre-nutrida sem problemas ou queixumes. Tem uma boa capacidade de carga, nem que seja recorrendo as grelhas porta-bagagens que existem em abundância, tanto para a traseira como para a frente. O uso da caixa de velocidades (ver aqui um vídeo elucidativo, cortesia do blogue Scooting Old Skool) é muito divertido e até viciante. A scooter é algo lenta, mas a travagem convence, o conforto é suficiente e o modelo transborda personalidade.
Do reverso da medalha, os comandos são algo duros, as manetes são enormes e não demasiado ergonómicas, e a altura do banco não é das mais baixas. Quando se mete um pisca com o motor em baixa rotação, as luzes quase se apagam e isto é se conseguirem dar com o botão, porque este muda de sítio consoante a mudança engrenada. A buzina é impossível de utilizar em andamento, pois é accionada por um pequeno botão ao lado do punho do acelerador e o espelho é igualmente inútil, porque as vibrações rapidamente se encarregam de o desregular.
Apesar disto, a Vespa seduz não só quem a olha, mas também quem a conduz. Não é em nenhum aspecto melhor que a CN, mas tem os seus atractivos. Ainda estou a tentar perceber até que ponto são irresistíveis...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Going Old School
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segunda-feira, agosto 31, 2009
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Amarelo ocre para todos!
Dizem as más línguas que tudo se deve à proximidade das eleições. Em Lisboa, de repente, do nada, começaram a surgir jardins arranjados, zonas pedonais, belas ciclovias, e até, pasme-se, estacionamentos para motociclos! Para sermos justos, há que dizer que estes lugares de parqueamento exclusivos para motos (e scooters!) já existiam, mas com frequência estavam mal sinalizados, e eram impunemente ocupados por automóveis, caixotes do lixo e contentores de reciclagem. Hoje existem vários espaços perfeitamente delimitados e sinalizados, principalmente pelo pavimento pintado de amarelo ocre.
Talvez por durante anos serem tratados como marginais, os scooteristas e motociclistas lisboetas habituaram-se a arrumar a montada à sua maneira, normalmente bem perto do destino final (literalmente à porta!). Talvez por isso nas minhas deambulações pela capital nestes dias de verão tenha encontrado as scooters e motos nos seus lugares de sempre, em cima do passeio, e estes novos e vistosos lugares... vazios. Espero que a situação se inverta rapidamente, por uma vez a CML parece estar no rumo certo, e merecia que pelo menos fizéssemos uso daquilo que puseram à nossa disposição. Não?
Até à poucas semanas era assim:
Agora é assim.
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quarta-feira, agosto 26, 2009
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
No calor do verão

Uma rápida pesquisa às estatísticas do site deste vosso escriba permite retirar algumas conclusões. A primeira é que muita gente vem aqui parar por acaso, (sejam bem vindos!) depois de uma pesquisa sobre peças para scooter, aluguer de scooters, etc. Alguns outros parecem procurar informações sobre a nova lei das 125. O destaque vai no entanto, para uma notável maioria que parece procurar as mais variadas informações sobre aquela que é a última das scooters de características clássicas, com motor a dois tempos, carroçaria em metal e mudanças manuais. Falo naturalmente da LML Star Deluxe.
Se por um lado fico feliz com o interesse neste modelo tão especial, que eu próprio pondero adquirir, não posso deixar de reflectir sobre o fenómeno. Está calor, e só isso motiva muitos negócios por parte de utilizadores sazonais das duas rodas, menos experientes, mas não só. O Português é muito susceptível a modas e temo que muitos acabem por comprar uma LML em lugar de um modelo mais racional, prático e barato, de acordo com as suas necessidades, só para sentirem que também estão a cavalgar a crista da onda scooterista. Aliás, a febre da scooter clássica continua, sendo actualmente quase impossível encontrar modelos banais (Vespa Sprint, PX) por preços abaixo dos 2,000 Euros. A loucura parece ter inflacionado o preço das próprias LML, novas, que subiram recentemente cerca de 200 Euros para uns actuais 2,300 + documentos, num dos seus importadores mais conhecidos. Oferta e procura, certo? Nada a dizer, mas registei a alteração.
Satisfeito que fico em saber que a scooter clássica de mudanças manuais parece estar de momento a salvo da extinção, gostava de recordar que existem muitos outros modelos de scooters no mercado. Talvez menos carismáticos, mas mais práticos, fiáveis, baratos, económicos, confortáveis e velozes. Aqui ficam só alguns exemplos:
Honda PSi 125 (Já só em usado) e a soberba SH 125i; A incrível Honda Today; A recente Sym Fiddle II, com o seu ar clássico mas com personalidade própria. A louca Daelim B-Bone, que ainda não consegui descobrir se já se vende entre nós.
Existem ainda um sem fim de outras alternativas. Meio a brincar, meio a sério, os scooteristas mais veteranos e de gostos vintage costumam catalogar de "aspiradores" e "tuperwares" tudo o que sejam scooters automáticas e modernas. No entanto, o crescimento das 125cc, na sua maioria, não vai ser feito à conta de pessoal que quer ir a concentrações, beber muitas minis e fazer 1,000 km num fim de semana, em cima de rodas de dez polegadas, numa máquina com trinta anos de idade, cheia de autocolantes. Há lugar para todos e não gostava que alguns destes novos scooteristas regressassem à total dependência do enlatado só porque escolheram um modelo que tem porventura demasiada "personalidade" para aqueles que, tendo pouca experiência, estão no fundo à procura de um modelo utilitário, onde se possa guardar o capacete e transportar as compras.
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segunda-feira, agosto 17, 2009
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Admirável mundo novo

Depois de muita espera, alguma ansiedade, informações contraditórias e confusas, eis que entra em vigor, à meia noite de hoje, a já famosa lei que permite a condução de motociclos de até 125 centímetros cúbicos e 11 Kw de capacidade, por portadores de carta de condução automóvel.
Esta lei tem como limitações, além da potencia mencionada (15 cavalos), a idade de 25 anos para o portador da licença B. A menos que este seja portador também de licença de ciclomotores, não necessitando nesse caso de ser maior de 25.
E qual a importância desta legislação? Quem gosta de scooters/motas sempre se deu ao trabalho de tirar a carta, mesmo que fosse para conduzir uma 125, certo? Bom, os países europeus onde esta legislação foi introduzida (derivada da directiva europeia 91/439/CE) experimentaram um enorme crescimento nas vendas de motociclos. Muitos destes novos utilizadores são automobilistas que usam as scooter e motas para pequenas deslocações urbanas. Isso não são boas noticias só para os concessionários. Estudos demonstram que o aumento de utilizadores trouxe mais respeito, maior consciência dos perigos envolvidos, mais segurança para todos, e mesmo uma descida da taxa de sinistralidade. A esperança é que o mesmo suceda em Portugal. Façam figas.
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quinta-feira, agosto 13, 2009
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Scooter Log: o álbum
Deixei passar o aniversario do ScooterLog sem assinalar devidamente a data. Sim, sim, já ando para aqui a escrever barbaridades há dois anos, desde Junho de 2007.
Para comemorar a notável efeméride, fiquem com este espécie de "best of" fotográfico dos últimos dois anos, escolhido a dedo por entre os arquivos poeirentos do ScooterLog. Este template não terá o melhor formato, mas aqui vai:































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segunda-feira, agosto 03, 2009
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quarta-feira, 29 de julho de 2009
Live long and prosper

Este verão tem trazido algumas boas noticias para o scooterista, da capital e não só. Do estacionamento em Lisboa à aprovação da legislação das 125, motivos não parecem faltar para que, finalmente, algumas pessoas se entusiasmem a dar o salto para as duas rodas. O aumento do numero de utilizadores trará inegáveis benefícios (inclusive de segurança) para todos, ao criar mais visibilidade para esta nossa minoria, tantas vezes desprezada pelo legislador e pelos outros utentes da via.
As marcas já redobraram esforços na publicidade, sobretudo aos seus modelos de 125 centímetros cúbicos de cilindrada, esperando conseguir em Portugal o espectacular aumento de vendas que legislação similar produziu noutros países europeus. Isto numa altura em que a lei ainda nem foi promulgada. Mas não há nada de errado com isso, é importante que a mensagem passe. Temo no entanto pelo futuro destes novos condutores. Se tirando a carta uma pessoa sente que é literalmente atirada aos lobos, sem ter formação prática nenhuma os riscos serão ainda maiores.
O meu actual percurso diário casa-trabalho e trabalho-casa não soma mais de uma vintena de quilómetros, a maior parte deles por zonas de boas estradas, bem sinalizadas e com limites de velocidade entre os 70 e os 40 km/h. Mesmo assim, a quantidade de asneiras que observo diariamente é tremenda, com tendência para aumentar com o maior volume de tráfego que a zona da linha tem de suportar nesta época do ano. Excesso de velocidade, manobras perigosas, desrespeito pela sinalização vertical e luminosa, circulação em sentido proibido, o A-B-C do automobilista português está demasiado presente no meu dia-a-dia. Naturalmente, as consequências também: não houve dia desta semana em que eu não presenciasse pelo menos um acidente, ou as suas sequelas.
No meio dos vidros partidos, da chapa amolgada, dos animais atropelados e deixados à sua sorte, recordo sobretudo um acidente há dois dias, envolvendo uma mota. No caos, na azafama dos condutores a tentarem contornar mais este empecilho que os fazia perder uns segundos na sua corrida até ao semáforo seguinte, apercebi-me de que se tratava de uma pequena GN 250 ou a semelhante CM 125. Uma mota de instrução. Não muito longe do motociclo deitado por terra, estavam imobilizados um carro de uma escola de condução, e um outro veiculo. O instrutor, fora da viatura, fazia nervoso uso do telemóvel, enquanto não muito longe, a sua aluna, sentada no asfalto, ainda com o capacete colocado, era confortada por alguém.
Conseguem imaginar o desanimo desta jovem, deitada ao chão na própria aula de condução? Não faço ideia das lesões, mas ela parecia bastante queixosa. Estatisticamente a imensa maioria destas colisões tem consequências físicas. Eu sei disso. Chegará ela alguma vez a concluir as aulas? Voltará sequer a subir a um veículo de duas rodas?
Tenham cuidado aí fora.
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quarta-feira, julho 29, 2009
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Vectrix em maus lençóis

Correm noticias da iminente falência da Vectrix. A acontecer poderá significar o desaparecimento do mercado da única scooter eléctrica capaz de atingir velocidades e acelerações realmente interessantes e de efectuar percursos de médias distâncias. Testada por este vosso escriba, a Vectrix é um modelo com imenso potencial, penalizada "somente" por um preço muito elevado, a rondar os 9.000,00 Euros. Espero que boas noticias surjam em breve...
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segunda-feira, julho 20, 2009
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
Scooter FAQ
Para automobilistas! Exercendo o verdadeiro serviço público, o ScooterLog vem colmatar uma falha na nossa (de resto quase perfeita) sociedade, e esclarecer todas as dúvidas que amiúde assaltam o Sr. Automobilista. Eis finalmente, em linguagem acessível, as respostas a tudo o que sempre quis saber (Frequentemente Avançadas Questões) sobre scooters, mas tinha vergonha de perguntar:
Scooter, o que é? Uma Scooter é um veiculo de duas rodas, carroçado e de baixa cilindrada, tendo como características distintivas a colocação do conjunto motor/transmissão associados ao eixo traseiro e a superior protecção dos elementos oferecida aos seus ocupantes.
Porque é que alguém haveria de querer andar de scooter? Por masoquismo! Ou para chegar a horas ao emprego, poupar muito dinheiro, ganhar semanas de tempo por ano que se perderiam em engarrafamentos, para se divertir, para passear com os amigos, para resolver problemas existenciais, para chatear a sogra, para não ter que dar boleias nem ajudar em mudanças. Porque é que alguém haveria de querer andar de carro?
Quanto gasta realmente uma scooter? Existem muitos modelos de scooter, com performances muito dispares. Os consumos podem ir dos 2 litros e pouco de um modelo de 50cc a 4 tempos até quase aos 6 litros por cada 100/km de um modelo de 600cc. Actualmente começam a surgir também scooters eléctricas, ainda mais económicas de utilizar.
Quanto pode custar uma scooter? Tal como sucede com os automóveis, aqui também há modelos económicos, desportivos, retro, de luxo e até de carga. Um bom modelo de 50cc pode custar de 1300 Euros para cima. Uma scooter de 125cc custa entre 1500 e 4200 Euros dependendo do nível de luxo e complexidade. E há versões ainda mais caras de 250, 300, 400, 600, 650 e 800 centímetros cúbicos.
Quanto é que anda uma scooter? Qual a velocidade máxima? Questões legais aparte, e como regra geral, as melhores scooters de 50cc podem chegar aos 70km/h, as melhores de 125cc chegam aos 110, as 250cc chegam aos 120/130 e as maxiscooters de 400/500/600cc andam ainda mais.
Pode uma scooter circular entre carros? Legalmente, não pode. Mas, como em qualquer pedaço de legislação criado em Portugal, nem tudo é claro. Um scooterista pode sempre efectuar uma ultrapassagem, desde que tenha espaço para o fazer em segurança. E como em qualquer ultrapassagem, quem está a ser ultrapassado não deve dificultar a manobra. Ora se houver espaço entre filas de carros parados, o scooterista avançará até ao semáforo pelo meio das faixas. Nunca vi ninguém ser multado por realizar esta manobra.
Andar de scooter é perigoso? Sim! Estatisticamente é mais perigoso do que andar de elevador, de avião, ou estar sentado na esplanada da praia. Mas menos do que comer bitoque ao almoço e alheira de Mirandela ao jantar.
É verdade que os scooteristas e motociclistas causam muitos acidentes? Muitos? Quantos são muitos?? Na verdade, quase 80% dos acidentes envolvendo um veículo de 2 rodas ocorrem em cruzamentos, sendo responsável um automobilista que não respeitou a sinalização existente ou as regras de prioridade. Infelizmente uma minoria de motards que se mata sozinho a 200 km/h é que fica com todo o protagonismo.
Porque é que num semáforo vermelho o scooterista se encosta à berma ou passeio? Para evitar ser levado à frente pelo automobilista que não vai parar porque estava demasiado ocupado a falar ao telemóvel, acender um cigarro e trocar de CD, e "não viu" nem o scooterista nem o semáforo vermelho, situação não tão pouco frequente.
O que é um scooterista? É o tipo que vai montado em cima da scooter. A expressão tem também uma dimensão mais concreta, sendo aplicada a quem vive intensamente o fenómeno cultural que rodeia alguns grupos de utilizadores de scooters clássicas.
Uma scooter pode andar na auto-estrada? Se tiver 125cc ou mais de cilindrada e circular acima do limite mínimo legal para o troço onde se encontra, sim. Uma scooter pode, por exemplo, circular a 70 km/h na A1. Isso seria legal. Já circular a 150 km/h num qualquer popó não seria. Infelizmente sabemos qual destas duas situações é a mais habitual...
Por que é que as scooters não se chegam para a direita para eu as ultrapassar? O automobilista (não sei se vou chocar alguém) não detém nenhum direito ou privilegio sobre os outros utilizadores da via pública. Independentemente da velocidade a que circule, o scooterista tem direito a conduzir ocupando a faixa do sentido onde segue. A berma da estrada está interdita a todos os veículos.
É comum eu ouvir protestos de scooteristas após uma ultrapassagem, porque? Se calhar não respeitou a distância lateral de segurança no momento da ultrapassagem. Como qualquer veículo de duas rodas, as scooters são naturalmente instáveis, ou seja, não se equilibram sozinhas. É de esperar algum movimento lateral, que necessita de espaço. Ao ultrapassar uma mota, scooter ou bicicleta, deve evitar "razias" e usar a faixa do sentido contrario, não o fazer é ilegal e estará a colocar os scooteristas em grande perigo.
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terça-feira, 14 de julho de 2009
Carro vs Scooter
Esta hilariante produção Neozelandesa é o dos melhores filmes que eu já vi sobre os benefícios de andar de scooter. Cortesia dos amigos do The Scooter Review. Tem um humor muito próprio, mas é despretensioso, senão mesmo brilhante:
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terça-feira, julho 14, 2009
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
A Bela e a Bonita

Parece que os nossos vizinhos espanhóis já tem em comercialização a única scooter actual de design clássico e mudanças manuais. Esta herdeira da Vespa PX, produzida na Índia pelos senhores da veterana LML, responde em terras de Su Majestad D. Juán Carlos pelo nome de Cooltra Vintage 125.
Aparentemente a distribuição está centrada apenas na costa mais a norte do mediterrâneo espanhol, mas existe um site, e uma página do Facebook cheia de fotos com gente bem disposta, em grandes festas, com uma scooter sempre por perto. Até a revista Fórmula Scooting, na sua edição de Maio, já ensaiou este modelo, infelizmente com resultados desanimadores. É que nas páginas anteriores ao ensaio da Cooltra, está um teste a um modelo de 50cc, a Daelim Bonita, de motor a 4 tempos, e eu lembrei-me de comparar os valores. Reparem:
Aceleração: 0-100m
Cooltra Vintage 125...... 11,5 seg
Daelim Bonita 50...... 10,5 seg
Aceleração: 0-40 km/h
Cooltra Vintage 125...... 7,4 seg
Daelim Bonita 50...... 6,2 seg
Consumo misto:
Cooltra Vintage 125...... 4,1 l/100 km
Daelim Bonita 50..... 4,3 l/100 km
Por cá muito se tem falado sobre as capacidades dinâmicas das LML. Será que são assim tão pouco performantes de série? Quero dizer, é de esperar um menor apuro dinâmico, um certo feitio mais complicado, umas vibrações muito old school por parte destas belas scooters, mas tanta lentidão? Acredito que a situação melhore com a rodagem, mas, sem remover o catalisador, será possível viver com uma LML como máquina do dia-a-dia? Relatos do ScooterPT parecem responder positivamente a essa questão, mas este teste de nuestros hermanos fez-me, pelo menos, franzir o sobreolho.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
Velhos são os trapos
Hoje de manhã estacionei ao lado da última encarnação das scooter topo de gama da Honda. Aqui as têm, lado a lado, o passado e o futuro da marca nipónica. A (minha) Honda CN 250 era, em 1986, o que de mais inovador e luxuoso existia no universo das scooters. Era também, muito simplesmente a maior! Hoje, o topo da cadeia alimentar das scooters da marca é a Honda SW-T400. Por cá, porque parece que no Japão já existe uma sucessora para a Silver Wing 600.
Tal como nos carros,todos estes anos trouxeram algumas mudanças, nem todas boas. Comparada com a CN, a nova 400 tem mais cilindrada, mais potencia, melhor travagem, mais espaço de arrumação, mas também gasta mais, tem mais peso (90 e tal kg) e mais volume. Por outro lado, a SW é mais curta e têm uma distância entre eixos mais civilizada, ou seja, mais reduzida.
O custo deste novo Rolls Royce das scooters é também elevado, mas a própria CN já era cara no seu tempo. Quaisquer 7000 Euros (um bocadinho menos, eu gosto de arredondar) levam este bebé para casa. Tentados? Eu nem por isso. Além de não poder dispor dessa quantia, há outras questões em jogo. Em 1986 a CN 250 era uma pioneira, um modelo único no mercado. Hoje a SW 400 é uma entre muitas. Inovadores, carismáticos e a fazer história hoje em dia estão modelos como a Piaggio MP3 ou a Vectrix. Por esses, sim, talvez me deixasse tentar...
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